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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Início, meio, fim. Recomeço.

Pela primeira vez em todos esses meses de blog, eu venho até aqui sem ter nenhuma intenção, nenhuma vontade ou motivo especial. Pior que isso, sem nenhuma ideia na cabeça. Apenas as quatro palavras do título. Quatro palavras que trazem consigo tanto significado, que praticamente me empurraram pra frente do computador, e estão fazendo com que eu esteja aqui, num horário em que eu deveria estar trabalhando, estudando ou, por que não, dormindo. E como tudo na vida começa no início, segue pelo meio e termina quando chega ao final, talvez possamos considerar as linhas mal redigidas acima como o início do texto de hoje. Eu poderia parar por aqui, e teríamos o fim. Mas não há motivos para encerrar a escrita tão cedo. Acredito que exista algo a ser dito, só não descobri o quê. Prossigamos num próximo parágrafo.

Chegamos, então, ao meio. O meio é tudo que se diz entre o início e o fim. Geralmente é no meio que tudo começa a dar errado, e quando esse errado se torna insustentável, é sinal de que chegou ao fim. Há casos em que o erro já desponta logo no início, então o fim é antecipado. Existem também casos onde tudo começa a dar errado, errado, e nós adiamos o fim o máximo possível. O fim de qualquer coisa é sempre muito doloroso, porém na maioria dos casos em que ocorre, é necessário. E após determinados finais, voluntários ou não, desejados ou não, quase sempre há uma alternativa: o recomeço.

Recomeçar é tentar novamente, dar a cara à tapa mais uma vez. É estar disposto a passar por início, meio e fim outra vez, mas com a sabedoria e experiência de quem já viveu tudo aquilo antes, e agora encara a vida e as novas tentativas com cuidado para não cometer os mesmos erros da primeira vez. Poucos são os que têm a chance de recomeçar, menos ainda os que sabem aproveitar essa chance. É preciso saber perdoar, aprender com os erros, dar uma nova chance a si mesmo e ao próximo.

Por último, as três letras que, juntas, possuem o poder de mudar vidas. Juntas elas decidem destinos formando a palavra FIM. E estamos caminhando para o nosso, é chegada a hora da despedida. Sem erros, sem mágoas. Apenas a vontade de parar. De encerrar-se, ainda que as mãos teimem em trabalhar diante da tela, a cabeça já não a acompanha no mesmo ritmo, e necessita de um tempo só para ela. Mas não é um fim definitivo, ainda se pode contar com um possível recomeço...




*A Pequena que vos fala vai tirar umas férias de si mesma, fechar para balanço e manutenção por um tempo, ainda não sabe quanto. Portanto, o blog vai entrar em recesso por tempo indeterminado. Acabou por hoje, e pelos próximos dias. Mas acredito que em breve estarei de volta, com novas ideias boas e ruins, inteligentes ou não. Será o recomeço. Por enquanto, é o fim. Até qualquer dia.

sábado, 28 de agosto de 2010

Obrigado Por Fumar

Três situações distintas num mesmo dia, todas elas com um elemento em comum. É o tipo de coisa que merece ser relatada.

O tema já foi amplamente abordado em fóruns de discussão, debates, mesas de bar, e em qualquer outro lugar propício à nobre arte da argumentação: afinal,
a maconha deve ou não ser legalizada?

Ao contrário do que pode parecer, não vou usar esse espaço pra expor a minha opinião a respeito. Vou apenas descrever as situações que eu citei acima.

#1 - Enquanto estava no ônibus a caminho do lugar onde dei aula hoje, o senhor Marcelo D2 e seus parceiros do Planet Hemp cantam a plenos pulmões no meu fone de ouvido que uma erva natural não pode te prejudicar, que cantam assim porque fumam maconha, e que continuam queimando tudo até a última ponta. Em determinada canção, o mesmo D2 contesta a afirmação de que o Planet Hemp faz "apologia" às drogas. Significado de "apologia" no Aurélio: s.f. Discurso ou escrito que defende, justifica, elogia uma pessoa ou coisa. / Elogio, louvor, glorificação.


#2 - Ao final da aula de Redação, meus alunos iniciam um debate sobre diversos temas: eleições, casamento gay, e descriminalização das drogas. Dentre opiniões diversas, muitos eram a favor da legalização com o argumento de que o cigarro e o álcool matam muito mais e são legalizados, e que criminalizada como é hoje, a maconha acaba servindo como fonte de renda para traficantes. Outros afirmavam que isso nunca daria certo no Brasil, visto que o país precisa mudar em muitos aspectos sociais básicos antes de querer imitar Amsterdam, e diziam também que a maconha é porta de entrada para drogas mais pesadas, o que faria com que os traficantes tivessem lucro do mesmo jeito.

#3 - Já voltando pra casa, dentro do ônibus, vi uma menininha de cerca de 1 ano, no máximo, no colo de uma mulher. Provavelmente seus primeiros dentinhos de leite estavam nascendo, porque como toda criança nessa fase, a garotinha procurava por na boca objetos com os quais pudesse coçar a gengiva e aliviar o incômodo da primeira dentição. Pois bem, o objeto usado pela menina era um maço de cigarros, recém-comprado pela mulher que a carregava nos braços, talvez a sua mãe.


Três coisas que me fizeram pensar no dia de hoje. Em que eu pensei? Não importa, eu apenas pensei...


E se alguém aí quiser fazer o mesmo, fique à vontade. Como diz
um amigo meu, "Pense o que você quiser (Y)".

sábado, 21 de agosto de 2010

[...]

Sem pensar. Sem muita análise, reflexão, nada disso. A cabeça trabalha pouco, não quer falar, mas os dedos imploram por palavras. Eles falam por mim, enquanto pairam sobre o teclado em busca do que dizer.

Por aqui não há muito o que se fazer. Uma cama desarrumada, lençóis amassados, e que provavelmente esteve assim o dia inteiro. Papéis, livros e roupas pelo chão. Sentimentos pelo chão. Vidas pelo chão. Onde eu estive o tempo todo, que não vi nada acontecer? Um vento gelado invade o quarto, droga, esqueci a janela aberta. O vento toca de leve a minha alma, e eu sinto frio no espaço vazio que há dentro de mim. Esqueci meu coração aberto.

Não há nada pior do que fechar os olhos: faz com que eu me lembre de onde eu queria estar. Eu não queria ir embora, mas era necessário. Agora, mais do que tudo, quero voltar. Vou chegar sorrindo, sentindo o cheiro do café e do amor. Ouvindo risadas, vozes, violão e palavras soltas que só fazem sentido para mim. Quando eu voltar, vou fazer de cada segundo o mais bonito de todos.

Daqui eu ouço o som dos carros na estrada. Passam muito rápido. Ouço também o som das pessoas rindo e brincando nas casas vizinhas. Falam muito rápido. A vida passa muito rápido, mas não o suficiente. Ainda há muito a ser feito.

Outro dia me falaram de amor. Também me falaram de cavalos, de vinho e de política, mas eu prefiro o amor porque é um assunto que rende mais. Pro amor não existe o tempo. A vida pode passar rápido como os carros na estrada, mas o amor ainda vai permanecer intacto, se você cuidar direito dele. Se não cuidar ele acaba, e aí só resta falar de política. Ou de cavalos.

Cuida bem do amor pra mim: quando eu voltar, quero sentir o cheiro dele.

Começou a ventar de novo. Dessa vez, um vento mais forte, que espalha ainda mais os papéis pelo chão. Droga, esqueci a janela aberta.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pequena genialidade pelo mundo afora.


Numa semana como essa, após um Vasco x Flamengo no Maracanã com 8 bandeirões na torcida vascaína, é praticamente impossível falar de genialidade sem falar do Fernando Prass e suas defesas indefesáveis. Mas sem desmerecer a Muralha da Colina, que vem fazendo milagre atrás de milagre, hoje o assunto é um outro vascaíno genial. Pequeno e genial, e essa não é uma opinião exclusivamente minha.

Philippe Coutinho, o menino prodígio revelado no Vascão, vem se destacando na I
tália desde sua chegada e seus primeiros treinamentos pela Internazionale de Milão. E após sua partida de estreia, contra o Manchester City, o moçoilo foi chamado de "pequeno gênio" pela imprensa italiana.

Sério, gente. Saiu no
Jotabê Online.

"Na capa do jornal Gazzetta Dello Sport desta segunda-feira, o jovem meia-atacante é citado como um "pequeno gênio" e como um atleta que encantou no duelo contra o City, principalmente na primeira etapa, quando demonstrou sua qualidade de abrir uma defesa e ditar o ritmo à equipe."


Prova irrefutável de que a pequena genialidade é reconhecida em qualquer canto do planeta. Coutinho, além de estar jogando muito, ainda dá uma moral dessas pro nosso pequeno blog, diretamente da Itália.



Caso alguém aí entenda alguma coisa de italiano (mesmo que seja aquele bem brasileiro, bem novela das 8, coisa e tal...) e se interesse pela reportagem original, pode procurar aqui.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cores e Sons

Foi um dia daqueles que ficam pra sempre na memória. Ou melhor, uma noite.

Quando chegamos, já estava bem cheio, e mais gente chegava, chegava, chegava, até uma hora em que parecia não caber mais ninguém no galpão. Mesmo assim, a todo o momento mais pessoas entravam, e até onde disseram, foi assim até de manhã. Em determinados momentos, as luzes apagavam, a música parava, e depois de alguns segundos voltavam ao mesmo tempo, com muita força, e isso fazia com que todos ali cantassem ainda mais alto, dançando e vibrando com toda a energia que possuíam. Parecíamos em tudo com crianças, desde a alegria que não tinha fim, os pirulitos, balas e bebidas coloridas que eram servidos o tempo todo, até as roupas coloridas e vibrantes que brilhavam sob as luzes intensas.

De tudo, são tais luzes que permanecem com maior nitidez na minha memória. Verdes, azuis e violetas, uma de cada cor, uma de cada vez, todas juntas, piscando...
Depois de algum tempo, já não era capaz de identificar cada uma delas, mesclavam-se sob minha visão já distorcida, criavam novas cores e só o que eu podia notar era que acompanhavam sempre o ritmo da música, batidas semelhantes às dos corações ali presentes. Aliás, talvez nossos corações estivessem ditando a música naquela noite: uma batida rápida, acelerando cada vez mais, até chegar no auge... Silêncio. E recomeça.

Todas as coisas ali tinham suas cores, aliás, as minhas cores. Ganhavam a cor que eu queria dar a elas. Era só deixar a imaginação fluir, o que não era difícil, com o auxílio de tantas luzes e de todo aquele 'tuntz tuntz tuntz' que já fazia com que os corpos ganhassem movimento independente de nossas consciências. Conforme o tempo ia passando, tudo ficava mais bonito, as luzes piscavam mais depressa, as batidas da música aceleraram, juntamente com as do meu coração...

Até que tudo apagou.

Fui acordando aos poucos, sentindo um vento no meu rosto e um sacolejar muito forte. Abri os olhos com certa dificuldade, as pálpebras pareciam pesar mais que o de costume; ainda sem entender muito bem o que acontecera, notei que estava a bordo de um ônibus, a caminho de casa. Durante o resto da viagem, permaneci acordada com algum esforço, fazendo perguntas para as quais jamais obtive resposta: de onde teriam vindo todas aquelas luzes? Quem era aquela gente, por que estavam tão felizes? Que lugar era aquele onde tudo brilhava tanto, e que música estranha era aquela? Aquelas batidas rápidas, o compasso acelerado, que eu ainda sentia pulsar dentro de mim?

Cheguei em casa, e me deitei sem ao menos trocar de roupa. As perguntas ainda martelavam minha cabeça, mas aos poucos fui me desligando delas e relaxando. Só não conseguia me desligar daquele som mágico, que me causava arrepios e trazia consigo lembranças difusas de um galpão lotado, com muitas luzes e um 'tuntz tuntz tuntz' que jamais deveria ter fim.

domingo, 18 de julho de 2010

Um tanto bem maior.

Show? Que nada, só uma desculpa pra um monte de gente rara se encontrar.

Foi na sexta, dia 16. A trupe d'O Teatro Mágico pousava novamente em terras cariocas, e mais uma vez eu estava lá, pra acompanhar tudo, pular, cantar, dançar, viver e registrar na memória cada instante daquele espetáculo único, onde música, poesia, teatro e circo se misturam, e que tem o público como um dos elementos principais.


Naquele dia, a Fundição Progresso se tornou a casa de todos nós, camaradas d'água, poetas, bailarinas e soldados de chumbo. Alguns se arriscavam a pintar o rosto, com pasta d'água e maquiagem. Eu já não faço mais isso, a experiência me ensinou que não há make que resista ao suor e à vontade de pular abraçada aos amigos durante as músicas. Conhecidos ou não, durante as músicas todos os presentes ali são amigos de alguma forma. Tornamo-nos cúmplices, presenciando o segundo ato de um espetáculo só para raros.

Houve quem reclamasse do atraso na entrada da banda e da demora pro início do show. Mas mesmo quem reclamou não tem como negar que, apesar dos pesares, fomos compensados com uma apresentação única, rica em detalhes e de beleza ímpar.
A demora cansou grande parte da plateia, que não se mostrou tão empolgada como de costume em alguns momentos. Mas, sinceramente, teve gente que, assim como eu, nem viu a hora passar enquanto não começava. Estava cercada de pessoas maravilhosas: amizades recentes ou de longa data, amigos que há anos não via e reencontrei ali, amigos de infância que eu acabara de conhecer, irmãs de coração e de sangue, e até ele, aquele, que faz com que eu brilhe mais forte que a estrela do norte. Tudo numa coisa só.

As bonecas de pano, o cidadão de papelão, o mérito, o monstro. De ontem em diante, uma parte que não tinha. Dispostos que se atraem, que são beijo de partida e abraço de quem chegou.

Mas assim como veio, acabou. Chegou ao fim, belo e incerto. Certeza mesmo, apenas a de que só enquanto eu respirar continuarei celebrando muito mais!

domingo, 4 de julho de 2010

Bateu asas e voou.

Libertou-se da gaiola e de tudo que a prendia, inclusive de si mesma. Viu-se como os pássaros, pronta para voar o mais alto que pudesse, migrando e migrando, seguindo apenas seus instintos. Ah, como era bom sentir-se livre, enfim.

Não fora nada fácil chegar até ali. Na verdade, foi uma das decisões mais difíceis de sua vida, ela hesitou ao máximo até ter a certeza de que não havia nada mais a ser feito. Depois de muitas brigas, discussões, lágrimas e noites em claro, percebeu que o que antes parecia um sonho havia se transformado no pior dos pesadelos, numa prisão que se tornava cada vez menor e mais apertada. E ela ali, acuada, pequeno pássaro que fora atraído por um pedaço de pão para a grande armadilha de sua vida. Quando se deu conta, já estava aprisionada, guiada até a gaiola por seus próprios olhos cegos. Tão cegos que não a permitiram ver que a tal gaiola diminuía, aprisionando-a cada vez mais...

Certo dia, uma luz muito brilhante aproximou-se dela. Era uma luz quente, doce, linda, e que lhe transmitia muita paz. Deixou-se envolver por essa luz, por todo seu brilho, que a acalmava e confortava, e amenizava um pouco todo o sofrimento que lhe havia sido imposto. Até que a luz, que já a fazia sentir-se tão bem, tomou conta de seus olhos, e ela foi capaz de ver. Só então compreendeu que tudo que vivera até ali não tinha passado de ilusão, e que nunca houve prisão nenhuma: só o que a prendia eram seus próprios pensamentos. A gaiola, na realidade, esteve dentro de sua cabeça o tempo todo, e fazia parte de toda a ilusão vivida.

Desesperou-se ao perceber que havia passado tanto tempo vivendo uma mentira. Quis fugir, mas, como em tantas outras vezes, a luz envolveu-a como em um abraço. E a fez perceber que não se foge do que está dentro de nossa própria mente. Encorajou-a a ficar, a lutar pelo que queria e livrar-se do que não a fazia bem. E foi o que ela fez: abriu os olhos, rompeu com suas amarras interiores,
bateu asas e voou.

E continua voando. Hoje, é livre. Sabe-se livre. É capaz de ver e sentir o mundo ao seu redor. E sabe que nada mais vai tirar o brilho dos seus olhos e seu coração, pois agora tem a luz por companheira: mesmo quando sozinha, sente seu brilho intenso e seu calor a envolvê-la, e a voar sempre ao seu lado...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Nem alegria, nem tristeza

Depois de muita polêmica, muito glamour, muitas coletivas de imprensa e pouco futebol jogado, a seleção brasileira tropeçou diante dos holandeses e já tá com a passagem de volta comprada. Tristeza? Silêncio? Comoção nacional?

Nada, afinal "isso aí todo mundo já sabia, esse time aí não ia arrumar nada mesmo não", "Brasil é assim mesmo, não dá pra confiar nessa seleção", entre outras pérolas ouvidas no dia de hoje. Engraçado é que as pessoas que disseram isso horas antes estavam vestidas de verde-amarelo, torcendo, vibrando e vuvuzelando por aí. Mas depois da derrota, surgiu o cansativo discurso do eu-já-sabia. Então todo o dinheiro e tempo empregados em festas, bebidas, fogos e tinta de meio-fio foi por uma causa anunciadamente perdida?

Claro que não. Havia ainda uma esperança, maior em uns do que em outros, de que o time brasileiro reagisse, de que houvesse uma virada. Sempre há a esperança da vitória, mas após a derrota, parece mais conveniente que ela seja esquecida. Afinal, por que chorar e se lamentar?
Todo mundo já sabia...



Por outro lado, não sinto tristeza pela eliminação do time de Dunga. Talvez eu lamente mais pelo próprio treinador, coitado, agora engrossando as estatísticas de desempregados no país. Mas como admiradora do bom futebol, em época de Copa tenho a mania chata de esperar que vença o melhor. Gosto de assistir a um bom jogo, poder avaliar o nível de cada equipe e julgar qual delas merece sair vencedora. O Brasil, pelo que mostrou hoje em determinados momentos, talvez merecesse passar. Mas ganhar o Mundial, jamais. Quem sabe em 2014, com o Mundial sendo realizado aqui em nossa pátria amada idolatrada salve salve, não saia de uma vez esse bendito Hexa.



E não poderia deixar de citar aqui: eu até que tava gostando dos pontos facultativos durante os jogos... Mas acabou-se o que era doce, agora o país volta a sua programação normal.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Quem é vivo sempre aparece...

... pelo menos pra explicar o motivo do sumiço!



Se você vier me perguntar por onde andei nesse final de semestre, no tempo em que você sonhava, curtia a vida e passava o dia inteiro no MSN ou aqui no pequeno blog esperando novas postagens, de olhos abertos e cansados lhe direi: Amigo, eu me desesperava.

Sei que assim falando nem parece tão difícil, afinal eu ainda estou no 1º período, Letras não é tão impossível assim, e talvez penses que é exagero meu e esse desespero é moda em 73. Mas ando mesmo descontente, minhas notas despencaram em relação às primeiras avaliações (fora as que já vinham ruins desde o começo), o tempo vai passando, os prazos diminuindo, a quantidade de trabalhos aumenta de maneira absurda, provas e mais provas, e eu já começo a ficar sem saco pra mais nada.
Não sei mais o que fazer, e desesperadamente, eu grito. Em português, claro.



Tá aí a explicação pra quem andou perguntando por onde eu andava, reclamando porque eu não entrava mais no MSN, não postava quase nada no blog, nem no Twitter, blábláblá. Caloura em final de período é isso aí (lembrando sempre que a tendência é piorar... mas eu espero me acostumar com isso um dia.)

Prometo que em julho darei as caras por aqui com mais frequência. Ou não.






*Venho humildemente pedir aos raros e amados leitores desse blog que unam suas forças e seus pensamentos em nome de um bem maior, e façam uma corrente de fé e esperança pela minha aprovação em Cultura Portuguesa I. Tá complicado, difícil, eu diria até mesmo improvável. Mas impossível, jamais. Oremos.

**Musiquinha animadora
essa do Belchior, retrata bem essa fase conturbada. Embora eu prefira a versão feita pelo Los Hermanos...

"Eu quero é que esse canto torto feito faca corte a carne de vocêêês..."

domingo, 20 de junho de 2010

Há perfeição nesse momento...

Na última sexta-feira, dia 18, eu experimentei mais uma das Infinitas Possibilidades que o Forfun tem a oferecer nos seus shows. E devo dizer que foi, sem dúvida, a mais incrível de todas até hoje, e que fez cair por terra qualquer preconceito que alguém ainda pudesse ter em relação a banda.
Apesar do frio, da distância (Vargem Grande é longe pra caraaaalho!), e de todas as incertezas enfrentadas (como iremos? como voltaremos? será que vão me barrar na porta?), lá fomos eu e Melissa, minha fiel escudeira. Depois de muito chão, muito tempo dentro do 747 e muito desenrolo na portaria, finalmente conseguimos adentrar ao local do show: o Néctar.
Sim, show do Forfun no Néctar.

Como não pensaram nisso antes?

O lugar era perfeito, parecia ter sido feito especialmente pra eles. Pro Polisenso. Pra Morada, pra Sol ou Chuva, pra todo mundo estar ali, tão perto, vivendo aquele momento incrível. Não adianta, eu não seria capaz de concatenar as palavras de maneira suficiente pra definir a energia que se instalou naquele espaço tão pequeno e distante, mas que conforme o show rolava, se tornou imenso.

Mas ver a banda ao vivo foi só uma pequena parte da noite. Logo na entrada, já dá pra perceber a vibe diferente do lugar. Umas árvores, uns tios vendendo artesanato, um bar que não mete a mão nos preços, sinuquinha legal, o Vitor sentado conversando com a galera enquanto o show não começava...
Opa! O Vitor sentado conversando com a galera?

Sim, enquanto em alguns lugares é um desespero pra entrar em camarim, uma gritaria quando os meninos entram na van, uma histeria louca pra tirar foto, blábláblá, no Néctar eles estavam super à vontade, circulando no meio das pessoas, conversando com todo mundo, tirando foto, trocando ideia... E não era só o Vitor não (apesar de ele ser sem dúvida o mais simpático e mais lindo e mais legal e mais louco de todos da banda, beijoVitormeliga =*),toda a banda tava nessa, interagindo com o público. E não tinha como ser diferente, o espaço do Néctar contribui pra isso: o lugar é pequeno, o palco menor ainda, pouca gente na plateia.

Tudo num clima muito intimista. Foi um ensaio aberto, como definiram os próprios músicos. Muitos amigos, muitas participações, muitas brincadeiras, todo mundo muito à vontade, cantando todas as músicas, pulando, dançando, se jogando na roda (o lugar era tão pequenininho que não tinham muito pra onde fugir, a Melissa levou um pisão terrível no pé e eu, uma porrada no ombro... Mas foi muito bom assim mesmo, nem sentimos tanta dor, rs)


No final, o frio terrível voltou com força, a condução pra casa não passava nunca, o corpo tava pedindo arrego e a voz tinha ido embora. E lá fomos nós, dessa vez numa Kombi apertada, às 3 e meia da manhã, com a passagem mais cara e mortas de cansaço, encarar o longo caminho de volta pra casa. E quando eu digo longo, não é força de expressão não, o Néctar é longe MESMO, no meio do nada. Mas, sinceramente, assim que é bom.
Longe de toda negatividade a onda boa se propaga no ar...





*Quem é desocupado o suficiente para acompanhar esse pequeno blog há mais tempo deve recordar do
primeiro post sobre a banda... Pois bem, na época eu entrei em contato com eles pelo Twitter (@forfunoficial),comentei sobre o post, e eles divulgaram meu blog. E apesar de ainda não conseguir acreditar que foi verdade, nessa noite conversei rapidamente com o Vitor sobre isso, que me disse que foi ele quem leu, gostou e twittou o link deste humilde espaço. Tive a oportunidade de agradecer pessoalmente, e agradeço aqui de novo... Valeu, Forfun; Valeu, Vitor, beijoteamo ♥

sábado, 12 de junho de 2010

Apenas mais uma de amor.


Após o surto narrativo do último post, a autora deste magnífico blog vem a público para, novamente, falar de amor.

Ah, o amor.

O tal fogo que arde sem se ver, a ferida que dói e não se sente, a flor roxa que nasce no coração dos troxa, que fez com que milhões de apaixonados pelo país afora desembolsassem uma graninha extra hoje com presentes, jantares e motéis, aquecendo ainda mais a economia do nosso Brasil varonil. Afinal de contas, caros e raros leitores, 12 de junho é o dia dos namorados.

Dia de ficar perto de quem se ama, falando e ouvindo coisas bonitas, jurando amor eterno, essas coisas. Que bonito, que alegria, que beleza. Claro que isso não se aplica às solteiras, principalmente às pequenas que aos sábados dão aula em Tão Tão Distante, chegam em casa cansadas e carentes e resolvem extravasar tudo isso escrevendo num blog horas depois. (Oi? o/)

Para
nós elas, nada como ligar a televisão no final da noite, já assolada pela carência ou pelo tédio, e descobrir que "Cidade dos Anjos" está sendo exibido no SBT.

De imediato, fiquei realmente surpresa ao constatar que o SBT ainda existe. Sua programação sempre foi tão insignificante aos meus olhos que jamais cogitaria a hipótese de que o Silvio Santos ainda não tivesse decretado o fim da emissora.


Mas tudo bem, "Cidade dos Anjos" é um bom filme...


Não pra passar num dia dos namorados, Silvio. A taxa de suicídios de solteiras e encalhadas deve ter aumentado significativamente entre as 23h e 01:15 de hoje. Até pra quem se encontra muito bem resolvida com a sua solterice (Oi? o/), foi golpe baixo. A história do anjo que resolve desistir da eternidade pra ficar com a mulher que ama faz com que qualquer um repense cem vezes seus conceitos de amor, vida e eternidade.

Além de ser um filme muito bem trabalhado, que foge de clichês e obviedades sem perder a essência romântica que o cerca.

Isso sem contar a excelente trilha sonora, principalmente no que se refere à "Iris", do Goo Goo Dolls. A música que qualquer solteira, casada, enrolada e etc. gostaria de ouvir de alguém hoje.

"And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
"



E feliz dia dos namorados, principalmente pra você que não tem um...

P.S: Lá em cima, onde foi dito "Tão Tão Distante", leia-se "Belford Roxo", lugar conhecido como "Cidade do Amor". No mínimo irônico, pelo menos num dia como hoje...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Música e Beijo.

Estava escuro, frio, e o lugar não estava lotado. As poucas pessoas que ali estavam não demonstravam grande empolgação, com raras exceções. Aos poucos, todos começaram a se animar, o panorama foi mudando e logo se inverteu: raros eram aqueles que não pulavam, dançavam ou cantavam com toda a força que podiam. Inclusive eles, também estavam tímidos no início mas em poucos minutos já tinham se misturado às pessoas na pista.
Curtiam cada momento, cada música, cada verso. Sabiam que tão cedo não voltariam a ter oportunidade como aquela, de estarem juntos num sábado à noite, ouvindo as músicas de que mais gostavam e que tiveram tanta importância na vida de ambos.

Tudo seguia bem, conforme o imaginado, até um momento em que tudo pareceu congelar, por milésimos de segundo. Tempo suficiente para que percebessem a grandiosidade do que ocorria ali: estavam juntos.

Outra canção começou a ser executada. Era uma melodia suave, lenta, e a letra eles já sabiam de cor.

Mas naquele instante, a canção que conheciam tão bem pareceu transformar-se: como se toda ela tivesse sido concebida apenas para embalar o que estava prestes a acontecer ali. Assim que os primeiros acordes foram executados e ressoaram pelo local, eles se aproximaram, não apenas de corpo, mas de alma. Abraçaram-se com força, e surgiu a consciência de nada poderia ser mais importante que eles naquele instante.


Surgiu um beijo.


Beijo intenso, longo, infinito. Cada movimento que faziam era acompanhado pela melodia, na mesma cadência, como numa dança mística onde guiavam-se mutuamente, em perfeita harmonia de ações, desejos e sentimentos. Mesmo sem olhar, eram capazes de sentir-se iluminados pelas luzes coloridas do cenário, observados pelos que estavam à sua volta, e amados um pelo outro. Aquele beijo tornou-se o centro do universo, tudo o mais girava em torno deles
naquele momento. Nada mais importava. Estavam juntos.


A música acabou, o beijo acabou. Olharam-se por alguns segundos, e esse olhar confirmou o que ambos já sabiam ser verdade: havia entre eles muito mais do que amor; havia cumplicidade. Estariam juntos, não importa o que aconteça.



A noite chegou ao fim, mas a magia não. Magia esta que teve início muitos meses antes, e que permanece nos dias de hoje. Até quando? Não importa; como disse o poeta,
"que não seja imortal, posto que é chama/ mas que seja infinito enquanto dure."

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pequenos Presentes

Pequenos e Pequenas,

É com enorme satisfação e os olhinhos brilhando de ansiedade que venho comunicá-los de que na próxima quinta feira, mais precisamente no terceiro dia do mês de junho, eu completo minha décima sétima volta em torno do Sol.

A ideia inicial era divulgar aqui minha lista de presentes, mas como eu
não tava com saco de pensar em nada não me apego a coisas materiais, resolvi pedir a nobre ajuda dos meus pequenos, médios e grandes amigos. Durante o fim de semana, fiz cada um deles responder à difícil questão:
"O que você me daria no dia 03?"

O resultado? Meus amigos me conhecem muito bem, e alguns ultrapassam todos os limites da criatividade humana...


Enfim, agradeço muito à Letícia e à Dani, que me ofereceram alguns belos rapazes (cujo nomes eu não vou citar aqui, obviamente) embrulhados pra presente. Foi uma excelente sugestão, meninas.

Agradeço também aos rapazes que se ofereceram para aparecer aqui em casa, embrulhados ou não...

Allex e sua serenata punk rock;
Adriano, "... por mim, eu te daria o mundo. Mas infelizmente não sou poderoso o suficiente para tal...";
Marcinho, "...passaria um dia com você, fazendo surpresas românticas... um autógrafo e uma camisa do Coutinho... poesias, rosas...";
Ciro e seu "HoHoHo (6)" cheio de boas intenções.

Tem também a galera que lembrou do meu lado rasta... A Camila me daria linhas pra eu fazer muitos dreads de lã no cabelo, e a Isa me daria alguém pra fazer dreads de verdade em mim. Ela me daria um All Star amarelo também, mas suspeito que seria muito mais com a intenção de me pedir emprestado depois.

Raphael Bandeira "ofilhodaputa" me daria "um monte de camisinhas pra encher de ar". Depois reclama da fama que tem...
O Barata me daria o box do Raul Seixas (sendo que eu falei pra ele que gostava de Raul há 1 mês atrás, numa conversa rápida... E ele lembrou disso *-*)
Bianca me deu uma palavra nova, "escalafobéticos". Achei linda, e vou usar sempre. Estava mesmo precisando de palavras novas.

E pra fechar, o presente do Dico: a bonequinha que agora habita o layout do nosso blog. Pequena, linda e bochechuda, exatamente como eu. Andei pensando num nome pra ela, mas até agora nada. Aceito sugestões.



E você? Que presente me daria no dia do meu aniversário?




*Essa brincadeira foi feita com a intenção de mostrar o quanto os meus amigos são importantes na minha vida. Os que me conhecem bem, que não conhecem tão bem mas gostam de mim, os que só simpatizam com a minha cara... VOCÊS são meu melhor presente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Haja Coração!


A Copa do Mundo está chegando... É hora de enfeitar sua rua, sua casa, tirar a bandeira do Brasil do armário, torcer pela seleção e amar o país outra vez, 4 anos após a última. Patriotismo com data marcada.

Patriotismo esse que não passa de hipocrisia, sob uma máscara verde e amarela. Apenas (mais) uma venda nos olhos do povo, para que o mesmo não enxergue a realidade posta à sua frente, visto que ela nunca é tão alegre e colorida quanto o futebol exibido na televisão...

O pior de tudo é perceber que os próprios brasileiros dedicam a essa época um entusiasmo tão grande, que merecia ser repetido em algumas outras ocasiões: o Brasil inteiro pára em dia de jogo da seleção, mas não para ver um debate entre candidatos às próximas eleições. Em qualquer lugar é possível encontrar alguém comentando
falando mal da convocação do Dunga, mas essa mesma pessoa provavelmente vai cagar e andar quando o próximo presidente fizer a nomeação dos seus ministros ano que vem. Tem muito moleque por aí que não sabe o nome nem do porteiro do prédio onde mora, mas sabe de cor a escalação da seleção da Itália, da Alemanha e da Costa do Marfim.

Quando começar o Mundial, todo mundo vira amigo, simpático, educado e patriota. Com demonstrações inegáveis de amor ao país, como pintar a rua e fazer mandinga pra conquistar o Hexa. E não tem desculpa pra não entrar no clima de empolgação coletiva, afinal, dia de jogo do Brasil é ponto facultativo!




Sinceramente, haja paciência.








*A Pequena vai assistir a Copa em casa, no conforto de seu Sportv "canal campeão" e com sua indefectível caneca do Barack Obama ao lado, provavelmente cheia de café. Forte, e com pouco açúcar, do jeito que ela gosta .

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Missão dada é missão cumprida! :)

Interrompemos nossa programação para que a autora que vos escreve cumpra a promessa feita a um amigo. Dentro de alguns dias voltaremos com a programação normal.

O CENÁRIO: 269 Praça XV - Curicica, por volta de 23:00 de terça feira, 11 de maio.

OS PERSONAGENS:
Gabi e Raphael, voltando pra casa após mais um dia de labuta.

O OCORRIDO: Gabi comenta com Raphael que seria capaz de fazer um relatório minucioso, levantando todos os seus defeitos e qualidades. Ele não duvida, e ainda a incentiva a postar o documento no seu blog, o überfamoso
Pequena & Genial. Ela adora a ideia!

Mas antes, um breve esclarecimento:
afinal, quem é o Raphael?
E por que ele merece um post só dele aqui nesse pequeno blog?

Raphael Bandeira é mais um rapaz latino-americano, daqueles que não tem dinheiro no banco apesar de trabalhar em um.

É meu amigo, mas às
vezes parece mesmo é um irmão mais velho: me ouve, me dá conselhos, me perturba, acoberta as besteiras que eu faço, implica com os meninos que eu fico e me ama mas não admite isso de jeito nenhum. Talvez ele não mereça sequer meia linha escrita por mim, mas eu sou mulher de palavra.

Além disso, algo me diz que, se ele arrumasse uma fêmea pra cruzar uma namorada, ficaria menos chato, e talvez até criasse juízo de uma vez por todas. Portanto, pequenas solteiras, atenção: apesar de não valer nada, o Raphael é um bom partido. É inteligente e sabe cozinhar. Talvez ele queira me matar após ler esse parágrafo em especial, mas quem se importa com isso, não é mesmo?

Não seria/é/será/foi/sê-lo-ia a primeira vez que eu me prestaria à descrever o indivíduo supra-citado: o perfil dele no Orkut é de minha autoria. Não que eu saiba tanto assim a seu respeito... É que ele possui uma característica bastante peculiar, que é a de fundir os defeitos e as qualidades. Tudo que ele tem de bom, pode voltar-se contra você algum dia. E quanto às coisas ruins, as canalhices, bem... ele simplesmente não seria o Bandeira sem elas. Com o tempo você acaba se acostumando com esse lado presta-pouco dele, e logo logo já tá se divertindo também.

Ele tem cara de filho da puta. Ele tem jeito de filho da puta. Ele tem cheiro, tem voz de filho da puta. Tem papo de filho da puta. Faz coisas que só um grandessíssimo filho da puta faria. Eu só não digo que é um filho da puta por completo porque a mãe dele não merece tal designação, coitada. E também porque eu gosto muito dele. Mesmo sendo assim tão.. tão... filhodaputa!

É vagabundo demais, porém é responsável. Tem classe, mas é um ogro.

Usa perfume, faz a barba, corta o cabelo e trabalha de gravata. Apesar disso, é flamenguista.

Possui um bom coração, mas um péssimo caráter. E adora cachorros.


Interessadas, favor deixar o contato nos comentários :)



*As informações aqui contidas não possuem compromisso algum com a verdade. Qualquer semelhança é mera coincidência. Mãe do Raphael, seu filho é uma excelente pessoa, acredite!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Corte, Flerte e Galanteios.

- Novinha, tô apaixonado! Perco a linha fácil contigo!

(Sentença proferida por um transeunte extremamente sensível na 28 de Setembro hoje à tarde.)

Depois de ouvir a pérola transcrita acima, uma dúvida terrível me perseguiu durante o resto do dia: o que leva uma pessoa, mais precisamente um cidadão do sexo masculino, a "elogiar" uma mulher de maneira tão gentil? Como acreditar que alguém possa gostar de ser chamada de novinha?

Não é possível saber o que se passa na mente do autor de tão nobre galanteio. Há quem diga que, ao se dirigir à uma mulher chamando-a por tal alcunha, o sujeito estaria, na verdade, manifestando seu interesse pela mesma. Eu, particularmente, não consigo dar crédito à essa hipótese. Por mais bem intencionado que o camarada possa estar, será mesmo que ele acredita que agradaria a alguém usando tais termos? Será mesmo que existe alguém no mundo que goste de ser chamada de novinha por desconhecidos no meio da rua?

Sei não... O pior de tudo é que há quem se agrade e muito com tais gentilezas. Aqui no Rio, existem
alguns lugares que são verdadeiros refúgios, onde esses poetas do cotidiano podem se expressar com a certeza de que serão correspondidos, onde as novinhas surgem aos montes, onde tudo é divino, maravilhoso e com um aroma bem caracetrístico pairando no ar. Ir a um desses lugares é como assistir o "Animal Planet Ao Extremo", só que com bichos um pouco menos interessantes. Novinhas e prostitutos em seu habitat natural, convivendo, se alimentando, e o que é mais comum, acasalando: tudo isso ao som de melodias suaves, com letras poéticas e envolventes, "é só catucadão, catucadão... ♪"

Uma pena que, ao contrário dos animais, os indivíduos citados acima andem soltos pela cidade, teoricamente integrados ao convívio social. Talvez se fossem mantidos em seu espaço, ou ao menos criados em cativeiro, frases boçais como a que inicia esse texto não seriam tão repetidas por aí.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Pequenos Hábitos

Manias e esquisitices que cercam a blogueira mais pop do 4º andar.

*Escrever é coisa pra se fazer durante a madrugada. Quando todos, ou pelo menos a maioria dos pensamentos e problemas acumulados durante o dia já foram processados, arquivados, e alguns apagados.

*Pra começar a escrever, o máximo de silêncio possível. Nada mais que o barulho vindo da rua. Conversas em voz alta, televisão, música, tudo isso me desconcentra.

*Os posts do blog sempre nascem no Bloco de Notas. Nunca consegui escrever mais de duas linhas decentes no Word, e se eu resolvo usar papel e caneta, nunca é a mesma coisa. Fica pessoal demais, com cara de "Querido Diário", e não é isso que eu quero passar aqui.

*Aliás, eu sempre salvo os originais em txt. Desnecessário, eu sei. Não pergunte o porquê disso, eu jamais seria capaz de explicar.

*Por favor, também não pergunte o motivo pelo qual eu edito 1 milhão de vezes o mesmo post, meu perfeccionismo é algo que foge à compreensão humana.

*Se eu começo a escrever um texto, e fico mais de 5 minutos pensando em como dar continuidade a ele, eu apago e começo tudo de novo.

*Quanto aos comentários, prefiro a qualidade à quantidade. Um único comentário sincero vale muito mais do que 10 iguais que se resumam a "gostei-segui-beijo".

*A hora certa de parar de escrever e encerrar o texto é quando eu já estou caindo de sono sobre o teclado. Revisar, postar, revisar de novo, editar, postar de novo, desligar o pc e ir dormir.

*Inclusive, eu já estou caindo de sono aqui. Se me dão licença, eu ainda tenho que revisar, postar, revisar de novo, editar, postar de novo, desligar o pc e ir dormir.
Boa noite :D


"Tem hora em que essa menina parece ter 80 anos", diria minha mãe.

domingo, 18 de abril de 2010

Dias de Chico

Sabe aqueles dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu? Estive assim durante essa semana, em que eu sequer dei as caras por aqui. Angústias, tristezas, carências, dúvidas, tudo isso pairava em meio aos pensamentos da pequena autora que vos escreve. E eis que num ato desesperado, movida unicamente pelo tédio, tomei um atitude inesperada. Algo que pouco tem a ver comigo, e que eu não costumo fazer com frequência: numa tediosa tarde de terça feira, eu LIGUEI A TELEVISÃO.

Quem me conhece sabe que eu jamais faria isso se a situação não estivesse dramática. Minha relação com a tv ultimamente se resume ao futebol aos domingos e quartas, um ou outro noticiário, e só. Se por acaso eu descobrir algo interessante nos intervalos do futebol/noticiário, eu até faço um esforço, principalmente se for relacionado à música... E
até que o esforço feito essa semana valeu a pena.

Descobri, senhoras e senhores, que o canal de música da Net tem uma rádio que toca exclusivamente Chico Buarque, 24 horas por dia. E poucas vezes fiquei tão feliz com algo que eu tenha visto na televisão, rs

Desde então, tenho passado grande parte do meu tempo livre ouvindo tudo que o Chico tem a me dizer... E fico me perguntando, por onde andam os Chicos de hoje? Será que ainda fazem música boa hoje em dia?
E se fazem, por que caralhos só se ouve o Rebolation por aí?

Enquanto não tenho as respostas pra essas questões torturantes, fico com o Chico, com o meu Chico. Mas por pouco tempo... A tal "Rádio Chico Buarque" só fica no ar até o próximo dia 03 =/







Canal 300 da Net ;)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Súplica Fluminense

"Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há"

Os versos acima, compostos pelo mestre Luiz Gonzaga (e brilhantemente regravados pelo O Rappa) servem para ilustrar a triste realidade em que se encontra o Rio de Janeiro desde o início da semana. Nas primeiras 12 horas de caos, entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça,
choveu por aqui praticamente o dobro da média do mês de abril. O resultado disso é o que se vê a qualquer hora nos meios de comunicação: alagamentos, congestionamentos, deslizamentos e vítimas, muitas vítimas. Até o momento, 5 mil desabrigados só na cidade do Rio e 212 mortos em todo o Estado, e esse número provavelmente vai aumentar.

Desastre natural? Descaso das autoridades? A culpa é do povo? A culpa é de Deus?
Bom, com certeza não é nada natural o desastre que ocorre em alguns pontos da cidade toda vez que chove. A Praça da Bandeira é um exemplo incontestável disso, quem conhece sabe que por lá basta o tempo ficar nublado pra água chegar pelo menos na altura do tornozelo e o trânsito parar.

Também não dá pra dizer que é super comum chover 178mm em 12 horas, quando a média esperada é de 90mm para o mês inteiro. Lugar nenhum no mundo está preparado pra receber um volume tão grande de água em tão pouco tempo. Não há galeria pluvial que aguente.

Culpar o povo é ingenuidade, porém é o que mais se tem feito. "A culpa é do povo que joga lixo no chão e entope os bueiros", "as pessoas moram em área de risco porque querem", "não sabem eleger os governantes, dá nisso". Parece fácil culpar a tal da sociedade, fala-se em "sociedade" como se esta fosse um seleto grupo de pessoas responsáveis por tudo que há de errado no mundo. SOMOS a sociedade, culpar a sociedade é culpar a si mesmo.

Deus? Sei não... Eu e minha pequena opinião achamos que Ele provavelmente tem coisas mais importantes pra fazer do que tirar a vida de muitos, destruir a de outros tantos e deixar cidades em estado de calamidade. Certamente salvar pessoas dá muito mais trabalho, e em momentos de dor como esse Deus é requisitado até por gente com quem nunca teve contato antes.


Perde-se muito tempo discutindo sobre a existência ou não de culpados, sobre o que deveria ter sido feito, acusações e opiniões vindas de todo lado. É necessário que se perceba que esse tipo de discussão agora não é primordial, a prioridade no momento deve ser dar assistência à quem perdeu tudo com as chuvas: família, amigos, imóveis, documentos... O prejuízo é incalculável.

Apontar responsáveis pela tragédia não vai diminuir o sofrimento de milhares de pessoas que esperam por ajuda. Pela sua ajuda.
Aqui tem os endereços de alguns postos de arrecadação de donativos, qualquer contribuição é bem vinda. Roupas, água, alimentos, móveis, fraldas, produtos de higiene pessoal... Tudo.

É isso, pequenos leitores. Fica aqui minha solidariedade a quem perdeu alguém querido, e a torcida pra que todo esse caos acabe logo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ouvir com outros olhos

No sábado, dia 03, rolou um show do Forfun aqui perto de casa, na Lona Cultural de Jacarepaguá. E eu estava por lá, curtindo, pulando e vibrando muito. Há um tempo atrás, nunca me imaginaria nessa situação, eu não gostava nem um pouco da banda, achava as músicas ridículas e imaturas (como se eu fosse um poço de maturidade, né... rs). Na época retratada no meu último post, por exemplo, eu não suportava as tais "bandinhas" que começavam a despontar, sendo Forfun o principal expoente desse novo segmento. Pois bem, eu cresci, amadureci, e o Forfun também. Sorte nossa.

Sorte minha, que comecei a abrir a cabeça e os ouvidos pra novas experiências musicais, e deles, que cresceram junto com os fãs. Pois aquelas pessoas que há alguns anos atrás cantavam "Terra do Nunca" já não devem ser mais adolescentes estranhos e fora do padrão, tampouco o são os que compuseram tal letra. É interessante observar a mudança no pensamento dos músicos, como eles passaram de garotos que queriam se divertir, andar de skate e fazer sucesso com as garotas a homens pensantes, críticos da nossa sociedade atual, que querem passar reflexões em suas letras e... fazer sucesso com as garotas, por que não? rs

E a positividade presente em todas as músicas do trabalho mais recente, Polisenso, também pode ser sentida no show, emanada tanto pelos músicos no palco quanto pelo público. Todos na mesma sintonia, vibrando juntos, curtindo ao máximo cada minuto. E no meio da galera, pulando, suando e cantando, estava Rafael Neves, vocalista da banda F292.


É,
F292, aquela "bandinha" cujo som não tem nada a ver comigo, e que eu só conhecia graças à minha irmã e sua mania de não usar fones de ouvido. Enfim, o Rafa estava lá, e depois do show ele ficou um tempão conversando com uma galera do lado de fora da lona. Super na boa, simpático, educado, humilde e pé no chão, características que muitas vezes grandes nomes da cena musical brasileira não possuem. Até comecei a ouvir as músicas dele com mais carinho, admito. E tô gostando, admito. Ele conseguiu fazer com que pessoas que nunca tinham nem ouvido a sua banda se tornassem fãs, só com a sua simpatia e simplicidade. Fiquei imaginando o Rafael chegando numa menina... Ele nunca deve ter perdido uma só garota na vida, talentoso e gente boa do jeito que é. Vai longe ;)



*Dia 24/04, Forfun e F292 juntos na Festa dos Colégios, em Campo Grande. Pretendo :)

domingo, 28 de março de 2010

"Sempre precisei de um pouco de atenção..."

Hoje cedo, a MTV estava reprisando o Acústico do Legião, em homenagem aos 50 anos do nascimento do Renato Russo. E ao ouvir aquelas músicas, os comentários do Renato, o violão do Dado, eu fui levada de volta à minha pré-adolescência... Sem dúvida, o "Acústico MTV - Legião Urbana" foi, junto com o "Arquivo" dos Paralamas do Sucesso, o álbum que mais marcou essa fase tão boa da minha vida, em que eu já tava cansada de ser criança mas ainda era muito nova pra ser qualquer coisa diferente disso, rs

E tal época ainda é recente pra mim, remonta aos anos de 2005/2006. Eu e meus 13 aninhos, já me sentia pronta pra dominar o mundo. Era uma entre as inúmeras pré-adolescentes roqueirinhas do Mundo Mágico de Campo Grande, daquelas que até hoje, procurando bem, é possível encontrar por aí: All Star, calça jeans velha, camiseta preta quase sempre com o nome de alguma banda estampada na frente, maquiagem escura (lápis de olho nessa idade era tão essencial quanto oxigênio ou água potável), uma ou outra tinha o cabelo pintado de vermelho, ou colorido com papel crepom que, quando desbotava, ficava com uma cor de palha de milho que chegava a dar dó. É, eu era assim. Éramos assim. E não éramos as únicas.

Naquela época não existia Twitter e o Orkut não permitia a postagem de mais de 12 fotos, o que era suficiente porque quase ninguém tinha câmera digital pra tirar centenas de fotos, ou Banda Larga pra postá-las... E vivíamos muito bem sem isso. A única coisa sem a qual não vivíamos era música. Aah, o Acústico do Legião... Eu não tinha nem 6 anos quando ele foi lançado, mas aos 13, 14 eu sabia de cor praticamente todas as músicas, escrevia trechos de "Índios" nas carteiras do colégio, e o mais importante, cantava "Faroeste Caboclo" inteira de uma vez só, sem errar uma sílaba, rs.

Claro que havia outras bandas, outras referências, mas Legião Urbana se destacava por ser atemporal. Daqui a 10 anos, se ainda existirem pré-adolescentes como as descritas acima, elas ouvirão Legião, e tomara que elas existam. E o Acústico difere de todos os álbuns pelo clima intimista em que foi gravado, com o Renato super à vontade, e principalmente por ser o que mais se aproxima da realidade dos fãs de Legião, independente se estes admiram a banda antes, durante ou depois da adolescência. Afinal, é a banda mais tocada nas rodinhas de violão espalhadas pelo país, e no Reino Encantado Campograndense não era diferente, sempre que havia alguém munido de violão, voz e companhia no QD, era só esperar que logo saía "Eu Sei", "Meninos e Meninas", "Será", a minha preferida "Teatro dos Vampiros", ou qualquer outra. Aliás, o QD era uma espécie de templo sagrado para os aspirantes a Rockstar de Campo Grande. Era o lugar em que os tipos mais variados (leia-se bizarros) de gente se encontrava: desde roqueiros-malucos-satânicos-drogados-comedores de lixo, até emuxos-fofuxos-de-mal-com-o-mundo, passando por nós, pré-adolescentes que pensavam que eram "Courtney Loves" mas que não chegavam nem a "Avril Lavignes". Na verdade, não passava de uns gramados com
alguns bancos em frente a uma igreja, e pra muitos pais ouvir a frase "seu filho estava no QD" era como ouvir "Seu filho estava usando drogas e se prostituindo". O lugar perfeito pra um bando de malucos que tinham todo o tempo do mundo se juntar e cantar que não tinham tempo a perder...

E de fato, não tínhamos. Afinal, éramos e ainda somos tão jovens...

De lá pra cá, muita coisa mudou. Minhas roupas agora estão mais coloridas, tenho mais de uma calça jeans, e agora uso sandália, rs. Perdi o contato com muita gente que viveu essa fase comigo, mas os poucos com quem eu ainda falo também mudaram, cresceram, criaram juízo. Um ou outro ainda volta no QD de vez em quando, mas já não é a mesma coisa. Até porque bom mesmo era naquela época, hoje em dia a tal pré-adolescência tá chegando cada vez mais cedo, meninas de 11 anos tem 150 fotos no orkut e não sabem sequer quem foi Renato Manfredini Junior.

Daquela idade, ainda guardo três coisas: a velha calça jeans, o All Star e - percebi isso hoje revendo o Acústico - a emoção ao ouvir "Teatro Dos Vampiros".

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pequena Universitária

Há pouco mais de 2 semanas, a outrora desocupada autora desse blog entrou pro seleto grupo de brasileiros que frequentam o ensino superior. Agora passo parte das minhas noites a perambular pelo 11º andar da UERJ, assistindo a aulas de Linguística I, Teoria Literária I, Língua Portuguesa I, Cultura Brasileira I, entre outras matérias que compõem o currículo do 1º período de Português/Literatura.

"Ah, Gabi, mas você é tão inteligente, por que escolheu Letras?"

Essa sem dúvida é a pergunta a que eu mais tenho respondido ultimamente. Escolhi Letras por gostar de Português, ora.
Por gostar de Literatura, por ter paixão pelas palavras e querer conhecer mais sobre elas... Se todos aqueles tidos como "inteligentes" fossem médicos, advogados ou engenheiros, a humanidade não teria sido presenteada com obras-primas como "Dom Quixote","Memórias
Póstumas de Brás Cubas", etc. (Não, meninas, "Crepúsculo" não entra na lista não, tá? Malz ;D )

"Mas o que você pretende com Letras, ser professora?"

Exatamente. "Que triste isso", você pensa, "as ambições delas são proporcionais à altura". Creio que não. Já fui vista como ingênua inúmeras vezes por isso, mas eu acredito na educação. Acho que é algo valioso, que deveria ser feito com amor e dedidação, mas que infelizmente não é nem um pouco reconhecido no país em que vivemos. Uma pena, porque uma sociedade que não se preocupa com as condições de trabalho de um professor, acaba contribuindo para a queda na qualidade do ensino. E o resultado é o que se vê hoje: de um lado, profissionais mal remunerados, estressados e sem o devido reconhecimento da importância de sua função; do outro, a criança ou o jovem desmotivado, sem perspectivas, que acaba abandonando a escola antes de completar sua formação.

Diante desse quadro, percebo a importância da minha escolha. Lecionar, poder contribuir pra formação intelectual e moral de um indivíduo é, sem dúvidas, uma maneira interessante de mudar o que está errado, de fazer história na vida de alguém.


"E a UERJ, tá gostando?"

Até o momento, sim. Tirando um probleminha aqui, outro ali (hoje mesmo eu fui pra lá e dei com a cara na porta, as aulas do turno da noite foram suspensas por falta de energia elétrica ¬¬ ), até que eu tô gostando bastante. Como boa caloura, voltei pra casa toda suja de tinta nos primeiros dias, tive que andar de
elefantinho, participar de brincadeiras. Sinto que em breve irei à falência graças à quantidade de xerox que eu tenho que tirar todos os dias, e que não conseguirei ler tudo que tenho pra ler até o fim do semestre. Tenho professores legais, veteranos legais, colegas legais, e alguns na versão chata também.


Agora, é fato que aulas e trabalhos ocuparão boa parte dos meus dias daqui pra frente. Por isso, talvez num futuro próximo eu fique meio sem tempo de postar aqui as bobagens que
vocês tanto amam [/ilusão
Mas prometo não parar de postar, até porque já me apeguei a esse verde-e-cinza do blog, acho tão bonitinho... *-*


P.S: A Pequena agora tá exibindo toda sua genialidade no Twitter! A quem interessar possa, @pequenaegenial. Follow me os bons! ;)

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Pela simples noção..."

"... de que é uma dádiva estar vivo, que os caminhos são lindos e é necessário caminhar!"


Quando você olhar pro alto, e só ver nuvens escuras,
Olhar pra frente, e só ver obstáculos,
Olhar pros lados, e só ver a solidão,
Olhar pra trás e se perguntar se todo o caminho percorrido valeu a pena,
Olhar pra todo canto procurando uma solução, e só ver mais problemas...

Feche os olhos, e olhe pra dentro de si.
Perceba o quão pequeno você é diante da vastidão do Universo,
Tão pequeno e tão indispensável para o equilíbrio deste.

Perceba que as coisas mais importantes da vida são as que você não consegue ver,
E que boas energias estão sempre por perto, basta saber atraí-las.

E quando você for capaz de perceber tudo isso,
Capaz de olhar ao redor e ver beleza em tudo que existe,
Em tudo que sempre foi visto mas nunca notado,
Beleza em tudo que vive...

Você vai começar a ver o mundo com outros olhos. :)



P.S: Feito especialmente pra Camila, que é uma das pessoas mais especiais que já caminhou sobre a Terra, mas que ultimamente parece ter esquecido do quanto é amada por muita gente. Ânimo, gata!

P.S [2]: Nãão, isso não é uma poesia. Nem se aproxima de um texto poético. Poetas (os verdadeiros) são seres tão talentosos, dotados de tamanha capacidade de criação, que eu jamais tentaria fazer algo parecido com o que eles faziam/fazem. Essas linhas tortas aí de cima mais parece um daqueles textos que o Bial lê antes de eliminar alguém do Big Brother, só faltou um "Vem pra cá, fulano!" no final.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Meninices: Secrets Collection, O Boticário.

Eu podia falar sobre tanta coisa, sobre os pênaltis perdidos do Dodô, sobre minha primeira semana na universidade, divisão dos royalties do petróleo, ou sei lá, Big Brother. Mas hoje meu lado menininha tá falando muito alto, desde cedo. Quem me conhece sabe que normalmente eu não sou de muitas frescurinhas, muita meninice. E sabe também que, apesar disso, existe dentro de mim uma face meio Material Girl que eventualmente se manifesta... E hoje ela deu o ar da graça, rs.

Acho que isso tem a v
er com a minha ida à loja dO Boticário hoje cedo... Fui comprar um presente lá, e assim que entrei bati o olho nos perfumes da nova coleção, "Secrets Collection". De fato, as fragâncias foram lançadas no final de fevereiro, e o make tava previsto pra chegar às lojas dia 22 de março... "Tá tão pertinho, quem sabe já não lançou?", penso eu. Doce ilusão, olho, olho e nada.

No final do mês passado rolou um evento em São Paulo pro lançamento dessa linha de maquiagem, com a participação de algumas blogueiras. E as meninas, lógico, registraram tudo que rolou por lá... Foi aí que eu apaixonei, praticamente à primeira vista. Passeando pelos blogs, tudo que eu via eram fotos e mais fotos, uma mais linda que a outra...

Toda a coleção foi inspirada no
Bourdoir, que era um espaço em que as mulheres da corte francesa do século X
VIII se reuniam pra retocar a maquiagem, fazer penteados e conversar, e onde a presença masculina era proibida. (Qualquer semelhança com os atuais banheiros femininos é mera coincidência, rs). Daí vieram as referências bem femininas nas embalagens, decoradas com tule, rendas e laços, tudo nas cores preto e rosa. O rosa, aliás, é a cor que predomina na linha, que foi toda desenvolvida pelo Torquatto.

Claro que, falando de make do Boticário, não dá pra esperar precinho camarada. A paleta linda-luxo-objeto de desejo tá saindo pela bagatela de R$130,00, o pó iluminador R$ 66,90 (detalhe, o iluminador vem com um pincel rosa acoplado, com cheiro de baunilha. Tá bom ou quer mais?), e o batom, R$ 29,90. Isso só pra citar os que eu mais gostei, entre todos os 18 itens de make.



Ééé, melhor alguém aqui arrumar logo um emprego, se não quiser passar o resto da vida comprando maquiagem na revista da
Abelha Rainha...
=/


*Geente, é edição limitada, quem quiser me dar a paleta de presente de aniversário tem que correr antes que acabe, ok? ;)


terça-feira, 9 de março de 2010

Português ou Brasileiro?

Vivemos no Brasil, terra de contrastes, de diferenças, de paz-carnaval-futebol, e de dimensões continentais. São 8,51 km² de área, o equivalente a 47% do território da América do Sul e à 5ª maior área territorial do planeta, de acordo com eles. Além disso, é o único país das Américas que tem o Português como língua oficial, e é sobre isso que falaremos hoje (tá, só eu vou falar, mas gosto de pensar que não estou sozinha nessa e que alguém um dia vai ler isso aqui).

Num lugar tão grande como o descrito acima, é muita ingenuidade achar que todo mundo vai falar de um jeito só. Afinal, uma das mais fortes afirmações da cultura regional aqui no Brasil é, na minha opinião, o sotaque de cada lugar. Tem gente que se irrita quando ouve um "uai", há quem ache um "oxente" a coisa mais fofa do mundo, e eu mesma já ouvi críticas e elogios ao meu "carioquêxx". Gostando ou não, não há como negar a beleza que existe em observar a língua portuguesa sendo falada de tantas maneiras diferentes, em cada canto desse nosso vasto território. Às vezes, uma mesma palavra adquire significados diferentes, de acordo com as coordenadas geográficas de onde ela for usada. Se você chegar aqui no Rio, por exemplo, e pedir uma "bolacha", tá arriscado a levar um tapão muito bem dado no meio da cara, primeiro porque "bolacha" também pode significar "bofetada", segundo pra aprender que aqui no Rio a gente pede é "biscoito", e terceiro porque pedir bolacha é coisa de paulis... Bem, porque aqui se fala biscoito e pronto.


Agora, pensa comigo: se aqui dentro do Brasil já existe essa diferença enorme entre o Português falado, imagina entre todos os países lusófonos do mundo. Sim, não somos os únicos a ter a honra de aprender orações subordinadas no colégio, ou a ter a alegria de conjugar verbos em 6 pessoas, 11 tempos e 3 modos. O Português é a única língua oficial de 7 países, uma das oficiais de mais 3, e muito falada porém não-oficial em mais 4, segundo eles de novo. Apesar disso, existe uma diferença fundamental entre o Português usado aqui e o que é usado nos outros cantos do mundo, tão fundamental que uma das duas variedades de língua portuguesa reconhecidas internacionalmente chama-se "Português do Brasil", somente. A outra é o "Português Europeu", e é a mesma utilizada nos países africanos.


E as diferenças entre as duas não se restringem só a vocabulário ou pronúncia não, filhão, a escrita é diferente também. Até que se esforçam pra padronizar, de tempos em tempos surge algum acordo ortográfico pra tentar aproximar ainda mais as duas variantes, no mais recente tiveram a ideia de eliminar alguns acentos e os portugueses vão ter que se contentar com algumas consoantes mudas a menos (pra eles era óptimo escrever dessa maneira). Mas ainda assim, ainda que seja perfeitamente possível entender e se fazer entender com alguém que fale um Português um tanto "diferente" do nosso, será que todo esse contraste não faria do "Português do Brasil" um idioma a parte? Estaria eu falando com vocês em... Brasileiro?


Fernando Pessoa, em um tempo muito antes do meu, disse:“Cada um tem direito a escrever na ortografia que quiser. Tecnicamente, pode haver tantas ortografias quanto há escritores”. Será que, na prática, isso valeria também para o Português falado? Será que cada falante teria o direito de se expressar da maneira que quisesse? Acho difícil; Se fosse esse o caso, viveríamos em uma verdadeira Torre de Babel, com milhões de maneiras diferentes de se falar a mesma língua. No entanto, as tais variedades existem e estão aí, reconhecidas pelo mundo todo. E uma delas é usada aqui, na fala e na escrita ela é exclusivamente brazuca. Vejo nisso uma aproximação do ideal de Policarpo Quaresma, o personagem patriota do Lima Barreto que desejou que o Tupi-Guarani se tornasse a língua oficial do Brasil. Talvez esse tal de "Brasileiro" que usamos por aqui hoje em dia seja o Tupi do Quaresma, por que não? Um idioma só nosso, que reflete a identidade de seu povo, de maneira diferente em cada canto do país mas ainda assim único em sua essência. Talvez se vivesse hoje, vendo a diversidade étnica e cultural que deu e dá origem ao povo e a língua brasileira, Policarpo Quaresma não teria tido um Triste Fim...


P.S: Pra quem nunca leu, recomendo um milhão de vezes: "Triste Fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto. Excelente leitura, excelente autor, excelente história. Super vale a pena.

P.S [2]: Jon, foi mal pela empolgação, e valeu pela ideia. Espero ter ajudado e boa sorte com teu trabalho. ♥

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ave, Cesar!

Só me dá orgulho esse meu Cielo, viu... Entra ano, sai ano e ele continua sendo o melhor. O cara. Inigualável, incomparável, ímpar. Enfim, mostrou pro mundo todo que continua sendo o Cesar Cielo que a gente conhece.

Hoje ele mostrou que não tá pra brincadeira, e que não precisa de maiô especial coisa nenhuma. Na sua primeira prova do ano, Cesão foi lá, e fez os 50m livre em 22s13 no Gran Prix de Austin, Texas. Ganhou, claro.
E quem diria que nas eliminatórias, disputadas em jardas, Cielo ficou em segundo lugar... Fez 25 jardas em 19s43, atrás de Garrett Weber-Gale, que fez 19s30 e que com um nome desse só podia ser americano. Mas na final, o recordista olímpico, o meu recordista, mostrou a que veio e deixou o americano com o vice, com 22s24. (Caso você queira saber a diferença entre 50 metros e 25 jardas, acho que aqui você encontra.)
E se você pensa que 50 metros em 22s13 é algo absurdo, impossível, eu tenho que dizer que você tá certo. Mas enquanto eu e você não faríamos um tempo desse nem fugindo de tubarão, Cesão mandou um 20s91 ano passado, lembra? Recorde mundial. O dos 100m livre também é dele, 46s91. Com supermaiô? Siiiim, com supermaiô. Mas agora proibiram as roupas especiais (que mais pareciam espaciais Oo), e ele hoje ganhou nadando de sunga, deixando à mostra seus 88kg muitíssimo bem distribuídos em 1,95 de altura ( e a Globo passando Big Brother, ao invés de transmitir uma competição tão... significativa quanto essa!)
2008 foi um ano especial pro Cielo, com o ouro olímpico inédito pro Brasil, e o recorde olímpico nos 50m livre.
2009, então, nem se fala. Recorde mundial nos 50, nos 100, medalha de ouro no Mundial.
E pelo jeito, 2010 promete. Só aguardar e torcer.
Boa sorte, Cesão. <3

segunda-feira, 1 de março de 2010

Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo

No fundo, toda mulher sempre soube disso...

"Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo"

Psicólogo diz que homens que não traem as parceiras são mais inteligentes e 'evoluídos'.

Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada "Social Pshycology Quartely".

De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School Economics, Satoshi Kanazawa, "homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes".

Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas, a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos.

Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.




É o que eu sempre digo, homem, quanto mais inteligente melhor. Um cara inteligente é interessante, tem bom papo, sempre apresenta soluções para os seus problemas, tem maior chance de ser rico no futuro, e agora é comprovado cientificamente que ele não vai te sacanear e te chifrar com a primeira que passar na frente.

Agora cabe a nós sermos inteligentes na escolha...

Matéria na íntegra aqui.

P.S: Raphael, a exceção que confirma a regra... te amo, cara! (L)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ai Se Sêsse mentira!


Apagaram o Fogo Encantado do meu Cordel... Depois de 11 anos de banda, e 3 de peça teatral, o seu Lirinha resolve que já deu, que as coisas não são mais como eram antes e que talvez a gente ainda possa ser amigo. Nada disso, Lirinha. Como você mesmo disse no comunicado que divulgou, o senhor ajudou a desenvolver "um dos espetáculos mais originais da cultura pop do país". E agora resolve que acabou, assim, do nada? Sem dar nenhum sinal, sem aviso prévio... Pelo contrário, no meio da gravação do 4º álbum, simplesmente jogam tudo pro alto, cancelam shows. Desanimador.

Mas tudo bem, a gente entende e respeita essa sua "vital necessidade de trilhar novos caminhos". Mas cara, eu nem tive a oportunidade de ir a um show do Cordel, já tinha colocado na lista dos imperdíveis de 2010... Afinal, o cd novo tava vindo, já tinham lançado música nova e tudo, ia ser a minha chance. E agora esse balde de água fria nos meus planos. O sorriso que eu pretendia pintar pra noite inteira foi borrado, e agora sim eu me sinto um palhaço tão sem futuro quanto o circo da canção.

Agora só resta lamentar, pelo fim de um dos projetos mais criativos que surgiram na cena musical brasileira nos últimos tempos. E torcer para que os novos caminhos trilhados pelo Lirinha e pelos demais integrantes seja tão bons quanto os que foram percorridos até aqui.

E a quem interessar possa,
aqui tem os comunicados oficiais do produtor da banda e do Lirinha, fundador do projeto e responsável por esse Encanto.


P.S: Show do Móveis aqui no Rio, hoje, e eu não vou. Melhor eu ficar esperta e não perder o próximo, vai que a moda pega...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Todo carnaval tem seu fim...

De volta à Cidade Maravilhosa, depois de uma curta temporada em terras cabofrienses. É engraçado isso, pra mim "voltar pra casa" significa voltar pra cidade em que milhões de pessoas passam férias... O que seria do Rio sem os turistas pra aumentar nossa renda, né? Obrigada paulistas, obrigada argentinos, valeu Madonna e Jesus Luz.

Enfim, agora seria o momento certo para refletir, fazendo aquele balanço, medir pontos positivos e negativos, e tal. Mas eu não me dou por vencida, e ainda tô curtindo horrores nesse final de festa. Afinal, num país em que o horário político fica no ar durante meses, é muito injusto que o Carnaval dure apenas 4 dias. Carnaval tinha que ser o mês todo, e ainda assim seria pouco porque fevereiro tem só 28 dias...
Mas a vida não é sempre como a gente quer, nem tudo são flores e a Mocidade não ganha mais nada. Mas só de ter deixado pra trás o fantasma da penúltima colocação do ano passado, já deu uma animada. A Mocidade é uma escola grande, perdeu força com a morte do seu patrono e maior "colaborador" (salve Castor, rs), mas conta com o apoio de uma torcida apaixonada e de uma comunidade que nunca a deixará na mão. É difícil falar em conquista de título agora, a escola não conta com tantos recursos como as outras, mas como já cantamos um dia, "Sonhar não custa nada/E o meu sonho é tão real..."

Agora, se é pra falar de final de folia, nada melhor que os blocos que continuam arrastando milhares de bons sujeitos por aí, nenhum deles ruim da cabeça muito menos doente do pé. Até domingo a festa rola solta na cidade, e depois tem as ressacas pra quem, como eu, gosta de curtir até ficar só o pó. Afinal, pra descansar a gente já tem o ano inteiro, Carnaval é pra se acabar mesmo!