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quinta-feira, 25 de março de 2010

Pequena Universitária

Há pouco mais de 2 semanas, a outrora desocupada autora desse blog entrou pro seleto grupo de brasileiros que frequentam o ensino superior. Agora passo parte das minhas noites a perambular pelo 11º andar da UERJ, assistindo a aulas de Linguística I, Teoria Literária I, Língua Portuguesa I, Cultura Brasileira I, entre outras matérias que compõem o currículo do 1º período de Português/Literatura.

"Ah, Gabi, mas você é tão inteligente, por que escolheu Letras?"

Essa sem dúvida é a pergunta a que eu mais tenho respondido ultimamente. Escolhi Letras por gostar de Português, ora.
Por gostar de Literatura, por ter paixão pelas palavras e querer conhecer mais sobre elas... Se todos aqueles tidos como "inteligentes" fossem médicos, advogados ou engenheiros, a humanidade não teria sido presenteada com obras-primas como "Dom Quixote","Memórias
Póstumas de Brás Cubas", etc. (Não, meninas, "Crepúsculo" não entra na lista não, tá? Malz ;D )

"Mas o que você pretende com Letras, ser professora?"

Exatamente. "Que triste isso", você pensa, "as ambições delas são proporcionais à altura". Creio que não. Já fui vista como ingênua inúmeras vezes por isso, mas eu acredito na educação. Acho que é algo valioso, que deveria ser feito com amor e dedidação, mas que infelizmente não é nem um pouco reconhecido no país em que vivemos. Uma pena, porque uma sociedade que não se preocupa com as condições de trabalho de um professor, acaba contribuindo para a queda na qualidade do ensino. E o resultado é o que se vê hoje: de um lado, profissionais mal remunerados, estressados e sem o devido reconhecimento da importância de sua função; do outro, a criança ou o jovem desmotivado, sem perspectivas, que acaba abandonando a escola antes de completar sua formação.

Diante desse quadro, percebo a importância da minha escolha. Lecionar, poder contribuir pra formação intelectual e moral de um indivíduo é, sem dúvidas, uma maneira interessante de mudar o que está errado, de fazer história na vida de alguém.


"E a UERJ, tá gostando?"

Até o momento, sim. Tirando um probleminha aqui, outro ali (hoje mesmo eu fui pra lá e dei com a cara na porta, as aulas do turno da noite foram suspensas por falta de energia elétrica ¬¬ ), até que eu tô gostando bastante. Como boa caloura, voltei pra casa toda suja de tinta nos primeiros dias, tive que andar de
elefantinho, participar de brincadeiras. Sinto que em breve irei à falência graças à quantidade de xerox que eu tenho que tirar todos os dias, e que não conseguirei ler tudo que tenho pra ler até o fim do semestre. Tenho professores legais, veteranos legais, colegas legais, e alguns na versão chata também.


Agora, é fato que aulas e trabalhos ocuparão boa parte dos meus dias daqui pra frente. Por isso, talvez num futuro próximo eu fique meio sem tempo de postar aqui as bobagens que
vocês tanto amam [/ilusão
Mas prometo não parar de postar, até porque já me apeguei a esse verde-e-cinza do blog, acho tão bonitinho... *-*


P.S: A Pequena agora tá exibindo toda sua genialidade no Twitter! A quem interessar possa, @pequenaegenial. Follow me os bons! ;)

4 comentários:

  1. +
    Gagi,
    Não tenho palavras...
    Amo vc!!
    Dindo

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  2. Ola Gabriella, entrei aqui por recomendaçao do "Dindo", confesso que nao tenho muita paciencia para ler blogs nao, (leio sò o de um amigo que fez filosofia comigo - ele escreve muito bem), gostei bastante do seu, sua forma de escrever è cativante, parabens!!!! voce escolheu o curso certo, se eu fosse um pouquinho mais inteligente me aventuraria pelo caminho das letras, quem sabe um dia... mas agora estou por outras estradas...
    gostaria de dizer tambem que me identifiquei com este post, enfrentei as mesmas perguntas quando resolvi dar um tempo na vida de seminario e fui fazer filosofia na UEL (tinhamos tambem os mesmo problemas da falta de energia...rs rs): "Voce entrou na UEL, que esta fazendo?" "Filosofia!" respondia eu com aquele meu sorriso caracteristico... "Ah legal." era a resposta que mais ouvia... uma boa parte delas nao sabiam o que era filosofia e nem para que "servia". "Para que serve isso?" alguns sinceros me diziam; outros acrescentavam: "Para que isso? Para ser professor?" é infelizmente ser professor no Brasil é estar longe da "elite" das profissoes, mas è sò com a educaçao que se pode mudar a nossa historia, sò com a educaçao que poderemos pensar em um futuro... Fiquei feliz de ver que como eu voce ainda acredita na educaçao... fiquei feliz em te conhecer tambem
    bjs, vou voltar para ler mais.

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  3. Meus Parabéns, Gabriella. Tanto pelas suas convicções quanto pelo jeito como as escreve. Fiquei feliz lendo esse texto, me identificando com alguns desses problemas e com algumas dessas soluções.
    Belo blog!

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  4. Que bom saber que eu não estou sozinha, rs

    Obrigada pelos elogios e pelos comentários, voltem sempre! ;)

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