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terça-feira, 27 de abril de 2010

Pequenos Hábitos

Manias e esquisitices que cercam a blogueira mais pop do 4º andar.

*Escrever é coisa pra se fazer durante a madrugada. Quando todos, ou pelo menos a maioria dos pensamentos e problemas acumulados durante o dia já foram processados, arquivados, e alguns apagados.

*Pra começar a escrever, o máximo de silêncio possível. Nada mais que o barulho vindo da rua. Conversas em voz alta, televisão, música, tudo isso me desconcentra.

*Os posts do blog sempre nascem no Bloco de Notas. Nunca consegui escrever mais de duas linhas decentes no Word, e se eu resolvo usar papel e caneta, nunca é a mesma coisa. Fica pessoal demais, com cara de "Querido Diário", e não é isso que eu quero passar aqui.

*Aliás, eu sempre salvo os originais em txt. Desnecessário, eu sei. Não pergunte o porquê disso, eu jamais seria capaz de explicar.

*Por favor, também não pergunte o motivo pelo qual eu edito 1 milhão de vezes o mesmo post, meu perfeccionismo é algo que foge à compreensão humana.

*Se eu começo a escrever um texto, e fico mais de 5 minutos pensando em como dar continuidade a ele, eu apago e começo tudo de novo.

*Quanto aos comentários, prefiro a qualidade à quantidade. Um único comentário sincero vale muito mais do que 10 iguais que se resumam a "gostei-segui-beijo".

*A hora certa de parar de escrever e encerrar o texto é quando eu já estou caindo de sono sobre o teclado. Revisar, postar, revisar de novo, editar, postar de novo, desligar o pc e ir dormir.

*Inclusive, eu já estou caindo de sono aqui. Se me dão licença, eu ainda tenho que revisar, postar, revisar de novo, editar, postar de novo, desligar o pc e ir dormir.
Boa noite :D


"Tem hora em que essa menina parece ter 80 anos", diria minha mãe.

domingo, 18 de abril de 2010

Dias de Chico

Sabe aqueles dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu? Estive assim durante essa semana, em que eu sequer dei as caras por aqui. Angústias, tristezas, carências, dúvidas, tudo isso pairava em meio aos pensamentos da pequena autora que vos escreve. E eis que num ato desesperado, movida unicamente pelo tédio, tomei um atitude inesperada. Algo que pouco tem a ver comigo, e que eu não costumo fazer com frequência: numa tediosa tarde de terça feira, eu LIGUEI A TELEVISÃO.

Quem me conhece sabe que eu jamais faria isso se a situação não estivesse dramática. Minha relação com a tv ultimamente se resume ao futebol aos domingos e quartas, um ou outro noticiário, e só. Se por acaso eu descobrir algo interessante nos intervalos do futebol/noticiário, eu até faço um esforço, principalmente se for relacionado à música... E
até que o esforço feito essa semana valeu a pena.

Descobri, senhoras e senhores, que o canal de música da Net tem uma rádio que toca exclusivamente Chico Buarque, 24 horas por dia. E poucas vezes fiquei tão feliz com algo que eu tenha visto na televisão, rs

Desde então, tenho passado grande parte do meu tempo livre ouvindo tudo que o Chico tem a me dizer... E fico me perguntando, por onde andam os Chicos de hoje? Será que ainda fazem música boa hoje em dia?
E se fazem, por que caralhos só se ouve o Rebolation por aí?

Enquanto não tenho as respostas pra essas questões torturantes, fico com o Chico, com o meu Chico. Mas por pouco tempo... A tal "Rádio Chico Buarque" só fica no ar até o próximo dia 03 =/







Canal 300 da Net ;)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Súplica Fluminense

"Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há"

Os versos acima, compostos pelo mestre Luiz Gonzaga (e brilhantemente regravados pelo O Rappa) servem para ilustrar a triste realidade em que se encontra o Rio de Janeiro desde o início da semana. Nas primeiras 12 horas de caos, entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça,
choveu por aqui praticamente o dobro da média do mês de abril. O resultado disso é o que se vê a qualquer hora nos meios de comunicação: alagamentos, congestionamentos, deslizamentos e vítimas, muitas vítimas. Até o momento, 5 mil desabrigados só na cidade do Rio e 212 mortos em todo o Estado, e esse número provavelmente vai aumentar.

Desastre natural? Descaso das autoridades? A culpa é do povo? A culpa é de Deus?
Bom, com certeza não é nada natural o desastre que ocorre em alguns pontos da cidade toda vez que chove. A Praça da Bandeira é um exemplo incontestável disso, quem conhece sabe que por lá basta o tempo ficar nublado pra água chegar pelo menos na altura do tornozelo e o trânsito parar.

Também não dá pra dizer que é super comum chover 178mm em 12 horas, quando a média esperada é de 90mm para o mês inteiro. Lugar nenhum no mundo está preparado pra receber um volume tão grande de água em tão pouco tempo. Não há galeria pluvial que aguente.

Culpar o povo é ingenuidade, porém é o que mais se tem feito. "A culpa é do povo que joga lixo no chão e entope os bueiros", "as pessoas moram em área de risco porque querem", "não sabem eleger os governantes, dá nisso". Parece fácil culpar a tal da sociedade, fala-se em "sociedade" como se esta fosse um seleto grupo de pessoas responsáveis por tudo que há de errado no mundo. SOMOS a sociedade, culpar a sociedade é culpar a si mesmo.

Deus? Sei não... Eu e minha pequena opinião achamos que Ele provavelmente tem coisas mais importantes pra fazer do que tirar a vida de muitos, destruir a de outros tantos e deixar cidades em estado de calamidade. Certamente salvar pessoas dá muito mais trabalho, e em momentos de dor como esse Deus é requisitado até por gente com quem nunca teve contato antes.


Perde-se muito tempo discutindo sobre a existência ou não de culpados, sobre o que deveria ter sido feito, acusações e opiniões vindas de todo lado. É necessário que se perceba que esse tipo de discussão agora não é primordial, a prioridade no momento deve ser dar assistência à quem perdeu tudo com as chuvas: família, amigos, imóveis, documentos... O prejuízo é incalculável.

Apontar responsáveis pela tragédia não vai diminuir o sofrimento de milhares de pessoas que esperam por ajuda. Pela sua ajuda.
Aqui tem os endereços de alguns postos de arrecadação de donativos, qualquer contribuição é bem vinda. Roupas, água, alimentos, móveis, fraldas, produtos de higiene pessoal... Tudo.

É isso, pequenos leitores. Fica aqui minha solidariedade a quem perdeu alguém querido, e a torcida pra que todo esse caos acabe logo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ouvir com outros olhos

No sábado, dia 03, rolou um show do Forfun aqui perto de casa, na Lona Cultural de Jacarepaguá. E eu estava por lá, curtindo, pulando e vibrando muito. Há um tempo atrás, nunca me imaginaria nessa situação, eu não gostava nem um pouco da banda, achava as músicas ridículas e imaturas (como se eu fosse um poço de maturidade, né... rs). Na época retratada no meu último post, por exemplo, eu não suportava as tais "bandinhas" que começavam a despontar, sendo Forfun o principal expoente desse novo segmento. Pois bem, eu cresci, amadureci, e o Forfun também. Sorte nossa.

Sorte minha, que comecei a abrir a cabeça e os ouvidos pra novas experiências musicais, e deles, que cresceram junto com os fãs. Pois aquelas pessoas que há alguns anos atrás cantavam "Terra do Nunca" já não devem ser mais adolescentes estranhos e fora do padrão, tampouco o são os que compuseram tal letra. É interessante observar a mudança no pensamento dos músicos, como eles passaram de garotos que queriam se divertir, andar de skate e fazer sucesso com as garotas a homens pensantes, críticos da nossa sociedade atual, que querem passar reflexões em suas letras e... fazer sucesso com as garotas, por que não? rs

E a positividade presente em todas as músicas do trabalho mais recente, Polisenso, também pode ser sentida no show, emanada tanto pelos músicos no palco quanto pelo público. Todos na mesma sintonia, vibrando juntos, curtindo ao máximo cada minuto. E no meio da galera, pulando, suando e cantando, estava Rafael Neves, vocalista da banda F292.


É,
F292, aquela "bandinha" cujo som não tem nada a ver comigo, e que eu só conhecia graças à minha irmã e sua mania de não usar fones de ouvido. Enfim, o Rafa estava lá, e depois do show ele ficou um tempão conversando com uma galera do lado de fora da lona. Super na boa, simpático, educado, humilde e pé no chão, características que muitas vezes grandes nomes da cena musical brasileira não possuem. Até comecei a ouvir as músicas dele com mais carinho, admito. E tô gostando, admito. Ele conseguiu fazer com que pessoas que nunca tinham nem ouvido a sua banda se tornassem fãs, só com a sua simpatia e simplicidade. Fiquei imaginando o Rafael chegando numa menina... Ele nunca deve ter perdido uma só garota na vida, talentoso e gente boa do jeito que é. Vai longe ;)



*Dia 24/04, Forfun e F292 juntos na Festa dos Colégios, em Campo Grande. Pretendo :)