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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pequenos Presentes

Pequenos e Pequenas,

É com enorme satisfação e os olhinhos brilhando de ansiedade que venho comunicá-los de que na próxima quinta feira, mais precisamente no terceiro dia do mês de junho, eu completo minha décima sétima volta em torno do Sol.

A ideia inicial era divulgar aqui minha lista de presentes, mas como eu
não tava com saco de pensar em nada não me apego a coisas materiais, resolvi pedir a nobre ajuda dos meus pequenos, médios e grandes amigos. Durante o fim de semana, fiz cada um deles responder à difícil questão:
"O que você me daria no dia 03?"

O resultado? Meus amigos me conhecem muito bem, e alguns ultrapassam todos os limites da criatividade humana...


Enfim, agradeço muito à Letícia e à Dani, que me ofereceram alguns belos rapazes (cujo nomes eu não vou citar aqui, obviamente) embrulhados pra presente. Foi uma excelente sugestão, meninas.

Agradeço também aos rapazes que se ofereceram para aparecer aqui em casa, embrulhados ou não...

Allex e sua serenata punk rock;
Adriano, "... por mim, eu te daria o mundo. Mas infelizmente não sou poderoso o suficiente para tal...";
Marcinho, "...passaria um dia com você, fazendo surpresas românticas... um autógrafo e uma camisa do Coutinho... poesias, rosas...";
Ciro e seu "HoHoHo (6)" cheio de boas intenções.

Tem também a galera que lembrou do meu lado rasta... A Camila me daria linhas pra eu fazer muitos dreads de lã no cabelo, e a Isa me daria alguém pra fazer dreads de verdade em mim. Ela me daria um All Star amarelo também, mas suspeito que seria muito mais com a intenção de me pedir emprestado depois.

Raphael Bandeira "ofilhodaputa" me daria "um monte de camisinhas pra encher de ar". Depois reclama da fama que tem...
O Barata me daria o box do Raul Seixas (sendo que eu falei pra ele que gostava de Raul há 1 mês atrás, numa conversa rápida... E ele lembrou disso *-*)
Bianca me deu uma palavra nova, "escalafobéticos". Achei linda, e vou usar sempre. Estava mesmo precisando de palavras novas.

E pra fechar, o presente do Dico: a bonequinha que agora habita o layout do nosso blog. Pequena, linda e bochechuda, exatamente como eu. Andei pensando num nome pra ela, mas até agora nada. Aceito sugestões.



E você? Que presente me daria no dia do meu aniversário?




*Essa brincadeira foi feita com a intenção de mostrar o quanto os meus amigos são importantes na minha vida. Os que me conhecem bem, que não conhecem tão bem mas gostam de mim, os que só simpatizam com a minha cara... VOCÊS são meu melhor presente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Haja Coração!


A Copa do Mundo está chegando... É hora de enfeitar sua rua, sua casa, tirar a bandeira do Brasil do armário, torcer pela seleção e amar o país outra vez, 4 anos após a última. Patriotismo com data marcada.

Patriotismo esse que não passa de hipocrisia, sob uma máscara verde e amarela. Apenas (mais) uma venda nos olhos do povo, para que o mesmo não enxergue a realidade posta à sua frente, visto que ela nunca é tão alegre e colorida quanto o futebol exibido na televisão...

O pior de tudo é perceber que os próprios brasileiros dedicam a essa época um entusiasmo tão grande, que merecia ser repetido em algumas outras ocasiões: o Brasil inteiro pára em dia de jogo da seleção, mas não para ver um debate entre candidatos às próximas eleições. Em qualquer lugar é possível encontrar alguém comentando
falando mal da convocação do Dunga, mas essa mesma pessoa provavelmente vai cagar e andar quando o próximo presidente fizer a nomeação dos seus ministros ano que vem. Tem muito moleque por aí que não sabe o nome nem do porteiro do prédio onde mora, mas sabe de cor a escalação da seleção da Itália, da Alemanha e da Costa do Marfim.

Quando começar o Mundial, todo mundo vira amigo, simpático, educado e patriota. Com demonstrações inegáveis de amor ao país, como pintar a rua e fazer mandinga pra conquistar o Hexa. E não tem desculpa pra não entrar no clima de empolgação coletiva, afinal, dia de jogo do Brasil é ponto facultativo!




Sinceramente, haja paciência.








*A Pequena vai assistir a Copa em casa, no conforto de seu Sportv "canal campeão" e com sua indefectível caneca do Barack Obama ao lado, provavelmente cheia de café. Forte, e com pouco açúcar, do jeito que ela gosta .

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Missão dada é missão cumprida! :)

Interrompemos nossa programação para que a autora que vos escreve cumpra a promessa feita a um amigo. Dentro de alguns dias voltaremos com a programação normal.

O CENÁRIO: 269 Praça XV - Curicica, por volta de 23:00 de terça feira, 11 de maio.

OS PERSONAGENS:
Gabi e Raphael, voltando pra casa após mais um dia de labuta.

O OCORRIDO: Gabi comenta com Raphael que seria capaz de fazer um relatório minucioso, levantando todos os seus defeitos e qualidades. Ele não duvida, e ainda a incentiva a postar o documento no seu blog, o überfamoso
Pequena & Genial. Ela adora a ideia!

Mas antes, um breve esclarecimento:
afinal, quem é o Raphael?
E por que ele merece um post só dele aqui nesse pequeno blog?

Raphael Bandeira é mais um rapaz latino-americano, daqueles que não tem dinheiro no banco apesar de trabalhar em um.

É meu amigo, mas às
vezes parece mesmo é um irmão mais velho: me ouve, me dá conselhos, me perturba, acoberta as besteiras que eu faço, implica com os meninos que eu fico e me ama mas não admite isso de jeito nenhum. Talvez ele não mereça sequer meia linha escrita por mim, mas eu sou mulher de palavra.

Além disso, algo me diz que, se ele arrumasse uma fêmea pra cruzar uma namorada, ficaria menos chato, e talvez até criasse juízo de uma vez por todas. Portanto, pequenas solteiras, atenção: apesar de não valer nada, o Raphael é um bom partido. É inteligente e sabe cozinhar. Talvez ele queira me matar após ler esse parágrafo em especial, mas quem se importa com isso, não é mesmo?

Não seria/é/será/foi/sê-lo-ia a primeira vez que eu me prestaria à descrever o indivíduo supra-citado: o perfil dele no Orkut é de minha autoria. Não que eu saiba tanto assim a seu respeito... É que ele possui uma característica bastante peculiar, que é a de fundir os defeitos e as qualidades. Tudo que ele tem de bom, pode voltar-se contra você algum dia. E quanto às coisas ruins, as canalhices, bem... ele simplesmente não seria o Bandeira sem elas. Com o tempo você acaba se acostumando com esse lado presta-pouco dele, e logo logo já tá se divertindo também.

Ele tem cara de filho da puta. Ele tem jeito de filho da puta. Ele tem cheiro, tem voz de filho da puta. Tem papo de filho da puta. Faz coisas que só um grandessíssimo filho da puta faria. Eu só não digo que é um filho da puta por completo porque a mãe dele não merece tal designação, coitada. E também porque eu gosto muito dele. Mesmo sendo assim tão.. tão... filhodaputa!

É vagabundo demais, porém é responsável. Tem classe, mas é um ogro.

Usa perfume, faz a barba, corta o cabelo e trabalha de gravata. Apesar disso, é flamenguista.

Possui um bom coração, mas um péssimo caráter. E adora cachorros.


Interessadas, favor deixar o contato nos comentários :)



*As informações aqui contidas não possuem compromisso algum com a verdade. Qualquer semelhança é mera coincidência. Mãe do Raphael, seu filho é uma excelente pessoa, acredite!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Corte, Flerte e Galanteios.

- Novinha, tô apaixonado! Perco a linha fácil contigo!

(Sentença proferida por um transeunte extremamente sensível na 28 de Setembro hoje à tarde.)

Depois de ouvir a pérola transcrita acima, uma dúvida terrível me perseguiu durante o resto do dia: o que leva uma pessoa, mais precisamente um cidadão do sexo masculino, a "elogiar" uma mulher de maneira tão gentil? Como acreditar que alguém possa gostar de ser chamada de novinha?

Não é possível saber o que se passa na mente do autor de tão nobre galanteio. Há quem diga que, ao se dirigir à uma mulher chamando-a por tal alcunha, o sujeito estaria, na verdade, manifestando seu interesse pela mesma. Eu, particularmente, não consigo dar crédito à essa hipótese. Por mais bem intencionado que o camarada possa estar, será mesmo que ele acredita que agradaria a alguém usando tais termos? Será mesmo que existe alguém no mundo que goste de ser chamada de novinha por desconhecidos no meio da rua?

Sei não... O pior de tudo é que há quem se agrade e muito com tais gentilezas. Aqui no Rio, existem
alguns lugares que são verdadeiros refúgios, onde esses poetas do cotidiano podem se expressar com a certeza de que serão correspondidos, onde as novinhas surgem aos montes, onde tudo é divino, maravilhoso e com um aroma bem caracetrístico pairando no ar. Ir a um desses lugares é como assistir o "Animal Planet Ao Extremo", só que com bichos um pouco menos interessantes. Novinhas e prostitutos em seu habitat natural, convivendo, se alimentando, e o que é mais comum, acasalando: tudo isso ao som de melodias suaves, com letras poéticas e envolventes, "é só catucadão, catucadão... ♪"

Uma pena que, ao contrário dos animais, os indivíduos citados acima andem soltos pela cidade, teoricamente integrados ao convívio social. Talvez se fossem mantidos em seu espaço, ou ao menos criados em cativeiro, frases boçais como a que inicia esse texto não seriam tão repetidas por aí.