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terça-feira, 29 de junho de 2010

Quem é vivo sempre aparece...

... pelo menos pra explicar o motivo do sumiço!



Se você vier me perguntar por onde andei nesse final de semestre, no tempo em que você sonhava, curtia a vida e passava o dia inteiro no MSN ou aqui no pequeno blog esperando novas postagens, de olhos abertos e cansados lhe direi: Amigo, eu me desesperava.

Sei que assim falando nem parece tão difícil, afinal eu ainda estou no 1º período, Letras não é tão impossível assim, e talvez penses que é exagero meu e esse desespero é moda em 73. Mas ando mesmo descontente, minhas notas despencaram em relação às primeiras avaliações (fora as que já vinham ruins desde o começo), o tempo vai passando, os prazos diminuindo, a quantidade de trabalhos aumenta de maneira absurda, provas e mais provas, e eu já começo a ficar sem saco pra mais nada.
Não sei mais o que fazer, e desesperadamente, eu grito. Em português, claro.



Tá aí a explicação pra quem andou perguntando por onde eu andava, reclamando porque eu não entrava mais no MSN, não postava quase nada no blog, nem no Twitter, blábláblá. Caloura em final de período é isso aí (lembrando sempre que a tendência é piorar... mas eu espero me acostumar com isso um dia.)

Prometo que em julho darei as caras por aqui com mais frequência. Ou não.






*Venho humildemente pedir aos raros e amados leitores desse blog que unam suas forças e seus pensamentos em nome de um bem maior, e façam uma corrente de fé e esperança pela minha aprovação em Cultura Portuguesa I. Tá complicado, difícil, eu diria até mesmo improvável. Mas impossível, jamais. Oremos.

**Musiquinha animadora
essa do Belchior, retrata bem essa fase conturbada. Embora eu prefira a versão feita pelo Los Hermanos...

"Eu quero é que esse canto torto feito faca corte a carne de vocêêês..."

domingo, 20 de junho de 2010

Há perfeição nesse momento...

Na última sexta-feira, dia 18, eu experimentei mais uma das Infinitas Possibilidades que o Forfun tem a oferecer nos seus shows. E devo dizer que foi, sem dúvida, a mais incrível de todas até hoje, e que fez cair por terra qualquer preconceito que alguém ainda pudesse ter em relação a banda.
Apesar do frio, da distância (Vargem Grande é longe pra caraaaalho!), e de todas as incertezas enfrentadas (como iremos? como voltaremos? será que vão me barrar na porta?), lá fomos eu e Melissa, minha fiel escudeira. Depois de muito chão, muito tempo dentro do 747 e muito desenrolo na portaria, finalmente conseguimos adentrar ao local do show: o Néctar.
Sim, show do Forfun no Néctar.

Como não pensaram nisso antes?

O lugar era perfeito, parecia ter sido feito especialmente pra eles. Pro Polisenso. Pra Morada, pra Sol ou Chuva, pra todo mundo estar ali, tão perto, vivendo aquele momento incrível. Não adianta, eu não seria capaz de concatenar as palavras de maneira suficiente pra definir a energia que se instalou naquele espaço tão pequeno e distante, mas que conforme o show rolava, se tornou imenso.

Mas ver a banda ao vivo foi só uma pequena parte da noite. Logo na entrada, já dá pra perceber a vibe diferente do lugar. Umas árvores, uns tios vendendo artesanato, um bar que não mete a mão nos preços, sinuquinha legal, o Vitor sentado conversando com a galera enquanto o show não começava...
Opa! O Vitor sentado conversando com a galera?

Sim, enquanto em alguns lugares é um desespero pra entrar em camarim, uma gritaria quando os meninos entram na van, uma histeria louca pra tirar foto, blábláblá, no Néctar eles estavam super à vontade, circulando no meio das pessoas, conversando com todo mundo, tirando foto, trocando ideia... E não era só o Vitor não (apesar de ele ser sem dúvida o mais simpático e mais lindo e mais legal e mais louco de todos da banda, beijoVitormeliga =*),toda a banda tava nessa, interagindo com o público. E não tinha como ser diferente, o espaço do Néctar contribui pra isso: o lugar é pequeno, o palco menor ainda, pouca gente na plateia.

Tudo num clima muito intimista. Foi um ensaio aberto, como definiram os próprios músicos. Muitos amigos, muitas participações, muitas brincadeiras, todo mundo muito à vontade, cantando todas as músicas, pulando, dançando, se jogando na roda (o lugar era tão pequenininho que não tinham muito pra onde fugir, a Melissa levou um pisão terrível no pé e eu, uma porrada no ombro... Mas foi muito bom assim mesmo, nem sentimos tanta dor, rs)


No final, o frio terrível voltou com força, a condução pra casa não passava nunca, o corpo tava pedindo arrego e a voz tinha ido embora. E lá fomos nós, dessa vez numa Kombi apertada, às 3 e meia da manhã, com a passagem mais cara e mortas de cansaço, encarar o longo caminho de volta pra casa. E quando eu digo longo, não é força de expressão não, o Néctar é longe MESMO, no meio do nada. Mas, sinceramente, assim que é bom.
Longe de toda negatividade a onda boa se propaga no ar...





*Quem é desocupado o suficiente para acompanhar esse pequeno blog há mais tempo deve recordar do
primeiro post sobre a banda... Pois bem, na época eu entrei em contato com eles pelo Twitter (@forfunoficial),comentei sobre o post, e eles divulgaram meu blog. E apesar de ainda não conseguir acreditar que foi verdade, nessa noite conversei rapidamente com o Vitor sobre isso, que me disse que foi ele quem leu, gostou e twittou o link deste humilde espaço. Tive a oportunidade de agradecer pessoalmente, e agradeço aqui de novo... Valeu, Forfun; Valeu, Vitor, beijoteamo ♥

sábado, 12 de junho de 2010

Apenas mais uma de amor.


Após o surto narrativo do último post, a autora deste magnífico blog vem a público para, novamente, falar de amor.

Ah, o amor.

O tal fogo que arde sem se ver, a ferida que dói e não se sente, a flor roxa que nasce no coração dos troxa, que fez com que milhões de apaixonados pelo país afora desembolsassem uma graninha extra hoje com presentes, jantares e motéis, aquecendo ainda mais a economia do nosso Brasil varonil. Afinal de contas, caros e raros leitores, 12 de junho é o dia dos namorados.

Dia de ficar perto de quem se ama, falando e ouvindo coisas bonitas, jurando amor eterno, essas coisas. Que bonito, que alegria, que beleza. Claro que isso não se aplica às solteiras, principalmente às pequenas que aos sábados dão aula em Tão Tão Distante, chegam em casa cansadas e carentes e resolvem extravasar tudo isso escrevendo num blog horas depois. (Oi? o/)

Para
nós elas, nada como ligar a televisão no final da noite, já assolada pela carência ou pelo tédio, e descobrir que "Cidade dos Anjos" está sendo exibido no SBT.

De imediato, fiquei realmente surpresa ao constatar que o SBT ainda existe. Sua programação sempre foi tão insignificante aos meus olhos que jamais cogitaria a hipótese de que o Silvio Santos ainda não tivesse decretado o fim da emissora.


Mas tudo bem, "Cidade dos Anjos" é um bom filme...


Não pra passar num dia dos namorados, Silvio. A taxa de suicídios de solteiras e encalhadas deve ter aumentado significativamente entre as 23h e 01:15 de hoje. Até pra quem se encontra muito bem resolvida com a sua solterice (Oi? o/), foi golpe baixo. A história do anjo que resolve desistir da eternidade pra ficar com a mulher que ama faz com que qualquer um repense cem vezes seus conceitos de amor, vida e eternidade.

Além de ser um filme muito bem trabalhado, que foge de clichês e obviedades sem perder a essência romântica que o cerca.

Isso sem contar a excelente trilha sonora, principalmente no que se refere à "Iris", do Goo Goo Dolls. A música que qualquer solteira, casada, enrolada e etc. gostaria de ouvir de alguém hoje.

"And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
"



E feliz dia dos namorados, principalmente pra você que não tem um...

P.S: Lá em cima, onde foi dito "Tão Tão Distante", leia-se "Belford Roxo", lugar conhecido como "Cidade do Amor". No mínimo irônico, pelo menos num dia como hoje...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Música e Beijo.

Estava escuro, frio, e o lugar não estava lotado. As poucas pessoas que ali estavam não demonstravam grande empolgação, com raras exceções. Aos poucos, todos começaram a se animar, o panorama foi mudando e logo se inverteu: raros eram aqueles que não pulavam, dançavam ou cantavam com toda a força que podiam. Inclusive eles, também estavam tímidos no início mas em poucos minutos já tinham se misturado às pessoas na pista.
Curtiam cada momento, cada música, cada verso. Sabiam que tão cedo não voltariam a ter oportunidade como aquela, de estarem juntos num sábado à noite, ouvindo as músicas de que mais gostavam e que tiveram tanta importância na vida de ambos.

Tudo seguia bem, conforme o imaginado, até um momento em que tudo pareceu congelar, por milésimos de segundo. Tempo suficiente para que percebessem a grandiosidade do que ocorria ali: estavam juntos.

Outra canção começou a ser executada. Era uma melodia suave, lenta, e a letra eles já sabiam de cor.

Mas naquele instante, a canção que conheciam tão bem pareceu transformar-se: como se toda ela tivesse sido concebida apenas para embalar o que estava prestes a acontecer ali. Assim que os primeiros acordes foram executados e ressoaram pelo local, eles se aproximaram, não apenas de corpo, mas de alma. Abraçaram-se com força, e surgiu a consciência de nada poderia ser mais importante que eles naquele instante.


Surgiu um beijo.


Beijo intenso, longo, infinito. Cada movimento que faziam era acompanhado pela melodia, na mesma cadência, como numa dança mística onde guiavam-se mutuamente, em perfeita harmonia de ações, desejos e sentimentos. Mesmo sem olhar, eram capazes de sentir-se iluminados pelas luzes coloridas do cenário, observados pelos que estavam à sua volta, e amados um pelo outro. Aquele beijo tornou-se o centro do universo, tudo o mais girava em torno deles
naquele momento. Nada mais importava. Estavam juntos.


A música acabou, o beijo acabou. Olharam-se por alguns segundos, e esse olhar confirmou o que ambos já sabiam ser verdade: havia entre eles muito mais do que amor; havia cumplicidade. Estariam juntos, não importa o que aconteça.



A noite chegou ao fim, mas a magia não. Magia esta que teve início muitos meses antes, e que permanece nos dias de hoje. Até quando? Não importa; como disse o poeta,
"que não seja imortal, posto que é chama/ mas que seja infinito enquanto dure."