.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Música e Beijo.

Estava escuro, frio, e o lugar não estava lotado. As poucas pessoas que ali estavam não demonstravam grande empolgação, com raras exceções. Aos poucos, todos começaram a se animar, o panorama foi mudando e logo se inverteu: raros eram aqueles que não pulavam, dançavam ou cantavam com toda a força que podiam. Inclusive eles, também estavam tímidos no início mas em poucos minutos já tinham se misturado às pessoas na pista.
Curtiam cada momento, cada música, cada verso. Sabiam que tão cedo não voltariam a ter oportunidade como aquela, de estarem juntos num sábado à noite, ouvindo as músicas de que mais gostavam e que tiveram tanta importância na vida de ambos.

Tudo seguia bem, conforme o imaginado, até um momento em que tudo pareceu congelar, por milésimos de segundo. Tempo suficiente para que percebessem a grandiosidade do que ocorria ali: estavam juntos.

Outra canção começou a ser executada. Era uma melodia suave, lenta, e a letra eles já sabiam de cor.

Mas naquele instante, a canção que conheciam tão bem pareceu transformar-se: como se toda ela tivesse sido concebida apenas para embalar o que estava prestes a acontecer ali. Assim que os primeiros acordes foram executados e ressoaram pelo local, eles se aproximaram, não apenas de corpo, mas de alma. Abraçaram-se com força, e surgiu a consciência de nada poderia ser mais importante que eles naquele instante.


Surgiu um beijo.


Beijo intenso, longo, infinito. Cada movimento que faziam era acompanhado pela melodia, na mesma cadência, como numa dança mística onde guiavam-se mutuamente, em perfeita harmonia de ações, desejos e sentimentos. Mesmo sem olhar, eram capazes de sentir-se iluminados pelas luzes coloridas do cenário, observados pelos que estavam à sua volta, e amados um pelo outro. Aquele beijo tornou-se o centro do universo, tudo o mais girava em torno deles
naquele momento. Nada mais importava. Estavam juntos.


A música acabou, o beijo acabou. Olharam-se por alguns segundos, e esse olhar confirmou o que ambos já sabiam ser verdade: havia entre eles muito mais do que amor; havia cumplicidade. Estariam juntos, não importa o que aconteça.



A noite chegou ao fim, mas a magia não. Magia esta que teve início muitos meses antes, e que permanece nos dias de hoje. Até quando? Não importa; como disse o poeta,
"que não seja imortal, posto que é chama/ mas que seja infinito enquanto dure."

8 comentários:

  1. Só uma coisa pra falar, você ta fumando crack???
    Magia é coisa de jardim de infância... auhsusahusahuash

    ResponderExcluir
  2. /\ Não finge que esqueceu, Raphael, daquele carnaval de 97 em Saquarema, onde a gente se beijou apaixonadamente ao som da Dança da Manivela...

    ResponderExcluir
  3. Porra, quer brincar, brinca direito, 97 tu ainda nem tinha saído do saco do teu pai aushuhasuhsuahsauh
    Eu ainda era um pirralho, q naum tinha a menor noção do q era beijo na boca...

    ResponderExcluir
  4. Realmente, você só me decepciona.

    "Saquarema" era o antigo nome daquele motel na Merck, onde nós vivemos dias de tórrida paixão durante o carnaval... E se não foi em 97, deve ter sido em 99, algo assim. Nunca fui boa com datas, desculpa =X

    ResponderExcluir
  5. ''Vou levando assim ... '' ♪

    ResponderExcluir
  6. 99 Pode até ter sido, mas tava bêbado o suficiente para lembrar de alguma coisa... Deve ter sido akela mistura de balinha juquinha com coca cola e cerol... *-*

    ResponderExcluir
  7. muito bom . to te seguindo. me segue ?

    ResponderExcluir