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domingo, 18 de julho de 2010

Um tanto bem maior.

Show? Que nada, só uma desculpa pra um monte de gente rara se encontrar.

Foi na sexta, dia 16. A trupe d'O Teatro Mágico pousava novamente em terras cariocas, e mais uma vez eu estava lá, pra acompanhar tudo, pular, cantar, dançar, viver e registrar na memória cada instante daquele espetáculo único, onde música, poesia, teatro e circo se misturam, e que tem o público como um dos elementos principais.


Naquele dia, a Fundição Progresso se tornou a casa de todos nós, camaradas d'água, poetas, bailarinas e soldados de chumbo. Alguns se arriscavam a pintar o rosto, com pasta d'água e maquiagem. Eu já não faço mais isso, a experiência me ensinou que não há make que resista ao suor e à vontade de pular abraçada aos amigos durante as músicas. Conhecidos ou não, durante as músicas todos os presentes ali são amigos de alguma forma. Tornamo-nos cúmplices, presenciando o segundo ato de um espetáculo só para raros.

Houve quem reclamasse do atraso na entrada da banda e da demora pro início do show. Mas mesmo quem reclamou não tem como negar que, apesar dos pesares, fomos compensados com uma apresentação única, rica em detalhes e de beleza ímpar.
A demora cansou grande parte da plateia, que não se mostrou tão empolgada como de costume em alguns momentos. Mas, sinceramente, teve gente que, assim como eu, nem viu a hora passar enquanto não começava. Estava cercada de pessoas maravilhosas: amizades recentes ou de longa data, amigos que há anos não via e reencontrei ali, amigos de infância que eu acabara de conhecer, irmãs de coração e de sangue, e até ele, aquele, que faz com que eu brilhe mais forte que a estrela do norte. Tudo numa coisa só.

As bonecas de pano, o cidadão de papelão, o mérito, o monstro. De ontem em diante, uma parte que não tinha. Dispostos que se atraem, que são beijo de partida e abraço de quem chegou.

Mas assim como veio, acabou. Chegou ao fim, belo e incerto. Certeza mesmo, apenas a de que só enquanto eu respirar continuarei celebrando muito mais!

2 comentários:

  1. Atraso? Aquilo foi uma puta falta de sacanagem! Se ainda tivessem consertado os breguetes, não, ainda ficou dando creca o resto do show ¬¬

    Sem contar o bloco de carnaval que quiseram fazer no show do Rio Maracatu, "sai da frente que o bloco ta passando e quer ficar no meio do público" se ainda tivesse o banheiro químico, ficaria feliz.

    --------------parte ranzinza finish-------------

    --------------parte raruxa start----------------

    O show como sempre foi lindo, mesmo sabendo da maioria das piadas, da maioria das falas, da maioria das caretas, ainda me pego olhando pro palco com cara de bobo alegre (não a que uso normalmente, acreditem, essa é diferente).
    Não foi o melhor dos shows, mas a empolgação do Dudu era notória.
    Muito bom!
    Espero que a poesia sempre reine! "Traição é traição..." =x

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  2. ai, coisa linda de se ler !
    foi tudo isso e muito mais. me encontro em transe até agora, juro. fico dentro do onibus, no trabalho, no curso, igual uma idiota lembrando de cada detalhe.
    quero isso todo dia . .

    (L)
    beijos, princess.

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