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sábado, 28 de agosto de 2010

Obrigado Por Fumar

Três situações distintas num mesmo dia, todas elas com um elemento em comum. É o tipo de coisa que merece ser relatada.

O tema já foi amplamente abordado em fóruns de discussão, debates, mesas de bar, e em qualquer outro lugar propício à nobre arte da argumentação: afinal,
a maconha deve ou não ser legalizada?

Ao contrário do que pode parecer, não vou usar esse espaço pra expor a minha opinião a respeito. Vou apenas descrever as situações que eu citei acima.

#1 - Enquanto estava no ônibus a caminho do lugar onde dei aula hoje, o senhor Marcelo D2 e seus parceiros do Planet Hemp cantam a plenos pulmões no meu fone de ouvido que uma erva natural não pode te prejudicar, que cantam assim porque fumam maconha, e que continuam queimando tudo até a última ponta. Em determinada canção, o mesmo D2 contesta a afirmação de que o Planet Hemp faz "apologia" às drogas. Significado de "apologia" no Aurélio: s.f. Discurso ou escrito que defende, justifica, elogia uma pessoa ou coisa. / Elogio, louvor, glorificação.


#2 - Ao final da aula de Redação, meus alunos iniciam um debate sobre diversos temas: eleições, casamento gay, e descriminalização das drogas. Dentre opiniões diversas, muitos eram a favor da legalização com o argumento de que o cigarro e o álcool matam muito mais e são legalizados, e que criminalizada como é hoje, a maconha acaba servindo como fonte de renda para traficantes. Outros afirmavam que isso nunca daria certo no Brasil, visto que o país precisa mudar em muitos aspectos sociais básicos antes de querer imitar Amsterdam, e diziam também que a maconha é porta de entrada para drogas mais pesadas, o que faria com que os traficantes tivessem lucro do mesmo jeito.

#3 - Já voltando pra casa, dentro do ônibus, vi uma menininha de cerca de 1 ano, no máximo, no colo de uma mulher. Provavelmente seus primeiros dentinhos de leite estavam nascendo, porque como toda criança nessa fase, a garotinha procurava por na boca objetos com os quais pudesse coçar a gengiva e aliviar o incômodo da primeira dentição. Pois bem, o objeto usado pela menina era um maço de cigarros, recém-comprado pela mulher que a carregava nos braços, talvez a sua mãe.


Três coisas que me fizeram pensar no dia de hoje. Em que eu pensei? Não importa, eu apenas pensei...


E se alguém aí quiser fazer o mesmo, fique à vontade. Como diz
um amigo meu, "Pense o que você quiser (Y)".

sábado, 21 de agosto de 2010

[...]

Sem pensar. Sem muita análise, reflexão, nada disso. A cabeça trabalha pouco, não quer falar, mas os dedos imploram por palavras. Eles falam por mim, enquanto pairam sobre o teclado em busca do que dizer.

Por aqui não há muito o que se fazer. Uma cama desarrumada, lençóis amassados, e que provavelmente esteve assim o dia inteiro. Papéis, livros e roupas pelo chão. Sentimentos pelo chão. Vidas pelo chão. Onde eu estive o tempo todo, que não vi nada acontecer? Um vento gelado invade o quarto, droga, esqueci a janela aberta. O vento toca de leve a minha alma, e eu sinto frio no espaço vazio que há dentro de mim. Esqueci meu coração aberto.

Não há nada pior do que fechar os olhos: faz com que eu me lembre de onde eu queria estar. Eu não queria ir embora, mas era necessário. Agora, mais do que tudo, quero voltar. Vou chegar sorrindo, sentindo o cheiro do café e do amor. Ouvindo risadas, vozes, violão e palavras soltas que só fazem sentido para mim. Quando eu voltar, vou fazer de cada segundo o mais bonito de todos.

Daqui eu ouço o som dos carros na estrada. Passam muito rápido. Ouço também o som das pessoas rindo e brincando nas casas vizinhas. Falam muito rápido. A vida passa muito rápido, mas não o suficiente. Ainda há muito a ser feito.

Outro dia me falaram de amor. Também me falaram de cavalos, de vinho e de política, mas eu prefiro o amor porque é um assunto que rende mais. Pro amor não existe o tempo. A vida pode passar rápido como os carros na estrada, mas o amor ainda vai permanecer intacto, se você cuidar direito dele. Se não cuidar ele acaba, e aí só resta falar de política. Ou de cavalos.

Cuida bem do amor pra mim: quando eu voltar, quero sentir o cheiro dele.

Começou a ventar de novo. Dessa vez, um vento mais forte, que espalha ainda mais os papéis pelo chão. Droga, esqueci a janela aberta.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pequena genialidade pelo mundo afora.


Numa semana como essa, após um Vasco x Flamengo no Maracanã com 8 bandeirões na torcida vascaína, é praticamente impossível falar de genialidade sem falar do Fernando Prass e suas defesas indefesáveis. Mas sem desmerecer a Muralha da Colina, que vem fazendo milagre atrás de milagre, hoje o assunto é um outro vascaíno genial. Pequeno e genial, e essa não é uma opinião exclusivamente minha.

Philippe Coutinho, o menino prodígio revelado no Vascão, vem se destacando na I
tália desde sua chegada e seus primeiros treinamentos pela Internazionale de Milão. E após sua partida de estreia, contra o Manchester City, o moçoilo foi chamado de "pequeno gênio" pela imprensa italiana.

Sério, gente. Saiu no
Jotabê Online.

"Na capa do jornal Gazzetta Dello Sport desta segunda-feira, o jovem meia-atacante é citado como um "pequeno gênio" e como um atleta que encantou no duelo contra o City, principalmente na primeira etapa, quando demonstrou sua qualidade de abrir uma defesa e ditar o ritmo à equipe."


Prova irrefutável de que a pequena genialidade é reconhecida em qualquer canto do planeta. Coutinho, além de estar jogando muito, ainda dá uma moral dessas pro nosso pequeno blog, diretamente da Itália.



Caso alguém aí entenda alguma coisa de italiano (mesmo que seja aquele bem brasileiro, bem novela das 8, coisa e tal...) e se interesse pela reportagem original, pode procurar aqui.